RACHA NO PL

Luciana Horta assume postura de oposição à gestão Cláudio Ferreira

Críticas da vereadora Luciana Horta à gestão de Cláudio Ferreira expõem tensão interna no PL e sinalizam reposicionamento estratégico com foco em 2026.
Reprodução

A vereadora Luciana Horta (PL), eleita na mesma base política do prefeito Cláudio Ferreira, tem adotado um discurso cada vez mais crítico à administração municipal, sinalizando um distanciamento do grupo político que venceu as últimas eleições em Rondonópolis.

Nos últimos dias, as manifestações da parlamentar se concentraram principalmente em problemas de infraestrutura nos bairros Altamirando 2 e Maria Amélia 2. As duas localidades foram entregues sem estrutura urbana adequada na gestão anterior, comandada por José Carlos do Pátio, acumulando passivos históricos relacionados a pavimentação, drenagem e equipamentos públicos.

Integrantes da atual gestão argumentam que se trata de problemas estruturais consolidados ao longo de anos e que não poderiam ser solucionados integralmente em apenas 12 meses de governo.

Outro ponto de tensão envolve o CEADAS (Centro de Especialidades e Apoio Diagnóstico). A vereadora classificou como “vergonha inadmissível” a formação de filas durante a madrugada para marcação de exames. A administração municipal, por sua vez, sustenta que o fluxo oficial de agendamentos ocorre prioritariamente por meio das unidades básicas de saúde (PSFs) e que a busca por encaixes presenciais é uma prática antiga, decorrente de demanda reprimida acumulada ao longo de décadas.

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Nos bastidores políticos, a movimentação de Luciana Horta é interpretada como parte de uma estratégia de projeção estadual. A vereadora, em primeiro mandato, já articula sua pré-candidatura a deputada estadual, o que tem elevado o tom das críticas e ampliado o enfrentamento público à atual gestão.

Procurado, o prefeito Cláudio Ferreira comentou o posicionamento da parlamentar:

“Desde o início do mandato foi muito difícil, isso acontece. Entendo que a vereadora tem um projeto político e, se ela quis ser oposição e acha que isso é bom, paciência. Ninguém é obrigado a caminhar junto se não está de acordo.”

O episódio evidencia um possível racha interno no PL municipal e pode redesenhar o cenário político local nos próximos meses.

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