Várzea Grande lança orientativo para combater a pobreza menstrual nas escolas

Foto:

A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Professora Lúcia Leite Rodrigues foi escolhida para sediar, na sexta-feira (9), o lançamento oficial do Orientativo da Dignidade Menstrual, iniciativa que busca combater a pobreza menstrual, desmistificar tabus e garantir o acesso à informação e aos direitos das estudantes da rede municipal de ensino.

A Lei nº 4.761/2012, que dispõe sobre o Programa de Combate à Pobreza Menstrual nas escolas de Várzea Grande, é de autoria da vereadora Rosy Prado, que participou do evento.

A iniciativa é desenvolvida de forma integrada pelas secretarias municipais de Educação, Cultura, Esporte e Lazer; Promoção Social; e Saúde, unindo esforços para garantir acolhimento, orientação e acesso aos serviços necessários.

O orientativo será direcionado aos estudantes do 5º ano, faixa escolar que abrange crianças e adolescentes de aproximadamente 10 a 12 anos. O objetivo é promover o conhecimento sobre o ciclo menstrual, incentivar o autocuidado e combater situações de constrangimento e exclusão no ambiente escolar.

A líder de Programas e Projetos da Superintendência Pedagógica, professora Zilda Braga, explicou que o material apresenta o passo a passo para que as estudantes ou seus responsáveis possam acessar o direito à retirada gratuita de absorventes nas farmácias credenciadas.

“É um orientativo com atuação intersetorial entre as secretarias de Educação, Promoção Social e Saúde. Na Educação, pensamos na parte pedagógica, para que as escolas abordem essa questão em sala de aula, com temáticas voltadas ao autocuidado”, informou.

Leia Também:  Alunos vivenciam a agricultura familiar em assentamento de Várzea Grande

Zilda Braga ressaltou que a iniciativa também busca prevenir a evasão escolar e contribuir para o desenvolvimento educacional das estudantes.

“Nossa preocupação é que as alunas não deixem de ir à escola em função do período menstrual, o que acaba comprometendo o rendimento na aprendizagem”, destacou.

A secretária municipal de Promoção Social, Taynara Morais, explicou que a pasta atua na identificação e no acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade social, em parceria com as unidades escolares, para ampliar o acesso ao programa.

“Temos o Cadastro Único e, mesmo as famílias que não recebem benefícios, poderão ser cadastradas para que aquelas que ainda não têm acesso sejam acompanhadas e orientadas sobre esse direito”, afirmou.

A Secretaria Municipal de Saúde oferecerá suporte técnico e orientações sobre higiene, saúde e bem-estar, contribuindo para a conscientização de toda a comunidade escolar.

A médica Kamilla Kristina Feleiros de Sá destacou a importância de envolver meninas e meninos nas ações educativas.

“Nosso trabalho será conscientizar a população, principalmente as meninas em situação de maior vulnerabilidade, para que todas tenham acesso à dignidade menstrual. Também queremos orientar os meninos, para que compreendam melhor o que acontece com as colegas”, ressaltou.

Leia Também:  Prefeitura intensifica serviços para melhoria da infraestrutura da cidade  

Segundo a médica, a falta de informação e a imaturidade nessa faixa etária podem levar a brincadeiras inadequadas e até mesmo ao bullying contra as meninas, provocando constrangimento e desconforto. Por isso, ela reforçou a importância do acompanhamento e da orientação nas escolas.

A diretora da EMEB Professora Lúcia Leite Rodrigues, Valéria Martins Silva, destacou que o projeto contribui para assegurar aos estudantes acesso facilitado a insumos de higiene e a informações de qualidade.

Com a iniciativa, o município reforça o compromisso com a cidadania, a saúde e o respeito no ambiente escolar, fortalecendo a rede de apoio para que nenhuma estudante tenha sua frequência ou trajetória educacional prejudicada pela falta de acesso a produtos de higiene menstrual.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

Deixe um comentário

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

Várzea Grande lança orientativo para combater a pobreza menstrual nas escolas

Foto:

Deixe um comentário

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade