FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL

Aos 63 anos, moradora de Sinop enfrenta câncer há duas décadas e compartilha aprendizados da trajetória de tratamento

Durante o Outubro Rosa, Aprosoja MT compartilha histórias que reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento
Foto: Mateus Dias / Aprosoja MT

Durante o Outubro Rosa, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) ouviu histórias de mulheres que enfrentaram ou ainda enfrentam o câncer de mama e que são atendidas pela Rede Feminina de Combate ao Câncer de Sinop (Refeccs). Entre os relatos está o de Maria Santina dos Santos, de 63 anos, que há duas décadas convive com a doença e compartilha a experiência do diagnóstico, do tratamento e da importância do apoio recebido ao longo dessa trajetória.

Moradora de Sinop, Maria descobriu o primeiro câncer quando o filho mais novo tinha apenas dois anos. Sem sentir dor ou outros sintomas, ela percebeu uma mudança no formato do mamilo, o sinal que chamou sua atenção e a levou a buscar atendimento até chegar ao diagnóstico.

“Quando descobri a doença, meu filho mais novo tinha dois anos. Na época, percebi que o bico do meu seio começou a entrar para dentro. Eu ia ao posto de saúde e diziam que não era nada, mas eu insisti. Eu não sentia dor, não sentia nada. Só percebi que o bico estava entrando. Até que um dia insisti e mostrei para a responsável pelo posto. Ela me encaminhou rapidamente, onde fui atendida por um médico oncologista. Alguma coisa estava errada. O tumor era grande e estava crescendo rapidamente. Na época, já estava no estágio 4”, conta Maria.

O diagnóstico veio acompanhado de um tratamento intenso. Maria passou por oito sessões de quimioterapia e, posteriormente, por uma cirurgia. Ao relembrar esse período, ela destaca que a fé, a família e o acolhimento encontrado na Refeccs foram fundamentais para enfrentar os momentos mais difíceis.

“Foram oito quimioterapias e, em novembro, fiz a cirurgia. Olha, não é fácil. No começo, a gente chora e acha que tudo acabou, mas eu sempre acreditei em um Deus maior. Se Deus te deu a vida, você precisa confiar, acreditar e aceitar. Isso ajuda, assim como as pessoas que estão ao seu lado. Isso faz muita diferença na nossa vida. Minha família também me ajudou muito, meu esposo e meus filhos. Quando cheguei em Sinop também encontrei a família Refeccs, que fazia de tudo e abraçava as pessoas. Às vezes, você chegava triste, mas tinha alguém ali para te dar um abraço. E um abraço faz diferença na nossa vida”, afirmou.

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Além do acolhimento, Maria também encontrou na Refeccs apoio para sua alimentação diária. Isso porque, durante a quimioterapia, a falta de apetite se tornou um desafio, e a bebida de soja, fornecida pelo programa Agrosolidário da Aprosoja MT, passou a fazer parte da sua rotina como uma alternativa prática de refeição.

“Foi aqui na Refeccs que me ofereceram a bebida de soja. Eu estava com dificuldade para me alimentar e continuo tendo esse problema, porque faço quimioterapia todos os meses e ela tira completamente a minha vontade de comer. A bebida de soja é rápida e nutritiva. Você está lá, sem coragem de fazer comida, sem vontade de fazer nada, mas, se tem a bebida de soja, pode preparar com água gelada ou com leite. Você faz e toma, mata a fome e consegue se alimentar melhor. Eu já nem sei quantos pacotinhos de bebida de soja já usei. Para mim, ela ajuda muito. Até hoje, nos exames que preciso fazer durante a quimioterapia, inclusive o hemograma completo, nunca apareceu alteração que indicasse imunidade baixa. Para mim, essa bebida funciona como um suplemento e faz diferença”, salienta.

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Maria já enfrentou dois diagnósticos de câncer e, mesmo diante das dificuldades, defende que o tratamento não deve significar abrir mão da própria vida. Ao falar com outras mulheres que passam pela mesma situação, ela reforça a importância de continuar cuidando da saúde, mas também de preservar os momentos que trazem alegria e bem-estar.

“É preciso observar o corpo, fazer o toque, não deixar de ir ao médico e fazer os exames necessários para cuidar da saúde. Não deixe de fazer o diagnóstico e de seguir tudo o que o médico orientar. É importante descobrir o quanto antes se existe alguma coisa ou não. Para quem está começando agora, eu sei que não é fácil, mas não desista. Continue, procure ajuda e, se precisar, procure também apoio psicológico. Existem meios de atendimento e profissionais que podem ajudar. Continuem e não desistam. O câncer não pode fazer você desistir da vida. Não deixe o tratamento de lado e também não deixe de fazer as coisas que você gosta. Se gosta de viajar, viaje. Se gosta de comer alguma coisa, coma, mas com equilíbrio e na quantidade certa. É importante cuidar da alimentação, mas também viver”, finalizou.

O relato de Maria Santina integra uma série de histórias compartilhadas pela Aprosoja MT durante o Outubro Rosa, com mulheres que vivenciaram ou ainda vivenciam a luta contra o câncer de mama. As histórias buscam dar visibilidade às diferentes experiências relacionadas à doença e reforçar a importância da atenção à saúde, da busca por atendimento e da continuidade do tratamento.

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Durante o Outubro Rosa, Aprosoja MT compartilha histórias que reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento
Foto: Mateus Dias / Aprosoja MT

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