Lançado o edital do 2º Prêmio Mulheres e Ciência

Foto : Marcelo Gondim/CNPq

Foi lançado nesta quarta-feira (8), no auditório do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília (DF), o edital do 2º Prêmio Mulheres e Ciência. A premiação reconhece pesquisadoras e instituições que se destacam pela excelência científica, pelo impacto de suas trajetórias e pelo compromisso com a diversidade e a equidade de gênero no ambiente acadêmico. 

As inscrições estarão abertas de 9 de outubro a 24 de novembro de 2025, e deverão ser realizadas exclusivamente através do site do CNPq. A cerimônia de premiação das vencedoras está prevista para março de 2026, em Brasília. O prêmio é promovido em parceria pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), CNPq, Ministério das Mulheres, British Council no Brasil e Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF).

A principal novidade desta edição é a criação da categoria Incentivo, voltada a jovens de 15 a 29 anos participantes do Programa Asas para o Futuro, do Ministério das Mulheres. A nova categoria busca inspirar meninas a seguirem carreiras nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), estimulando a transformação pessoal e social promovida pela educação científica.

Acesse aqui o edital.

Durante o lançamento, a secretária nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres, Rosane Silva, destacou a importância das políticas públicas que colocam as mulheres no centro das transformações sociais. “Vivemos em uma sociedade ainda machista e patriarcal, que nos coloca como cuidadoras de tudo e de todos, e nunca no espaço que nos é de direito. Quando chegamos aos espaços públicos, trazemos junto todo o acúmulo da divisão sexual do trabalho, o chamado trabalho de cuidado”, afirmou.

Rosane também lembrou que o Ministério das Mulheres atua, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego e a Secretaria Geral da Presidência da República na construção de políticas como o Asas para o Futuro, que incentiva meninas negras, periféricas e indígenas a ingressarem em áreas de conhecimento onde a presença masculina ainda é predominante.

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O presidente do CNPq, Ricardo Galvão, reforçou que o prêmio é uma ação de justiça em relação à contribuição efetiva das mulheres para a ciência brasileira e internacional. Ele lembrou pesquisadoras como Johanna Döbereiner e Mariângela Hungria, vencedora da primeira edição e depois laureada com o World Food Prize, o “Nobel da Agricultura”.

Participaram também da cerimônia de lançamento a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andréa Latgé, a diretora de Cooperação Institucional, Internacional e Inovação do CNPq, Dalila Andrade Oliveira, o CEO do British Council, Scott McDonald e, representando o CAF, Tatiana Carvalho.

Novos critérios

Outra mudança significativa em relação à edição anterior é o novo critério de elegibilidade para as categorias Estímulo e Trajetória. Na primeira edição, a divisão entre as categorias era feita por faixa etária — até 45 anos para Estímulo e a partir de 46 anos para Trajetória. Nesta nova edição, o tempo de titulação em doutorado passa a ser o critério de referência:

  • Estímulo: destinada a pesquisadoras que concluíram o doutorado a partir de 2010, reconhecendo talentos emergentes com até 15 anos de titulação;
  • Trajetória: voltada a cientistas que concluíram o doutorado até 2009, em reconhecimento a suas contribuições consolidadas para o avanço da ciência e a formação de novas gerações de pesquisadoras.

Com a mudança, o Prêmio passa a valorizar a maturidade acadêmica e científica das participantes, fortalecendo o reconhecimento por trajetória profissional e o impacto da produção científica.

Quatro categorias e novas oportunidades

Além das categorias Incentivo, Estímulo e Trajetória, o prêmio contempla também a categoria Mérito Institucional, destinada a instituições de ensino superior e pesquisa que desenvolvem e implementam planos de ação para a promoção da igualdade de gênero.

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Cada categoria contemplará vencedoras nas três grandes áreas do conhecimento: Ciências da Vida; Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes.

Premiações

As agraciadas e instituições premiadas receberão valores em dinheiro, passagens aéreas, certificados e troféus, além de oportunidades de capacitação e intercâmbio científico:

  • Incentivo: R$ 5 mil, passagem aérea e hospedagem para a cerimônia em Brasília;
  • Estímulo: R$ 20 mil, passagem aérea e hospedagem para a cerimônia em Brasília, passagem e até seis diárias para participação em congresso científico no Brasil ou no exterior;
  • Trajetória: R$ 40 mil, passagem aérea e hospedagem para a cerimônia em Brasília e missão ao Reino Unido para troca de experiências e discussão de políticas em ciência e educação superior; e
  • Mérito Institucional: R$ 50 mil para o desenvolvimento de ações de equidade de gênero, passagem aérea e hospedagem para a cerimônia em Brasília e uma imersão de capacitação promovida pelo British Council.

Valorização e inspiração

A primeira edição do Prêmio, realizada em 2024, recebeu 1.134 inscrições, destacando pesquisadoras e instituições que vêm transformando a ciência brasileira com inovação, compromisso social e perspectiva de gênero.

Com a inclusão da categoria Incentivo e a reformulação das categorias Estímulo e Trajetória, a segunda edição amplia o alcance do reconhecimento, fortalecendo a presença feminina em todas as etapas da carreira científica.

Mais do que uma celebração de conquistas individuais, o Prêmio Mulheres e Ciência reafirma a importância da diversidade e da equidade como pilares para o avanço do conhecimento e da inovação no Brasil.

Assista ao evento de lançamento da segunda edição do prêmio:

  

Fonte: Ministério das Mulheres

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