Integração entre etanol de cana e milho fortalece biocombustíveis e amplia competitividade no Brasil

A integração entre as cadeias produtivas de etanol de cana-de-açúcar e etanol de milho vem ganhando protagonismo no Brasil e foi destaque durante painel da 3ª edição da Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, realizada em Cuiabá (MT). O debate reforçou como a complementaridade entre as duas rotas produtivas contribui para ampliar a competitividade e a sustentabilidade do setor de biocombustíveis.

Sinergia entre cana e milho amplia eficiência e produção de etanol

Com o tema “Sinergia entre Etanol de Cana e Milho”, o painel destacou que a integração entre as matérias-primas permite maior estabilidade na produção ao longo do ano, além de otimizar o uso da infraestrutura industrial.

O modelo de plantas flex — capazes de operar com cana e milho — foi apontado como uma das principais estratégias para garantir maior eficiência, reduzir períodos de ociosidade e ampliar a oferta de etanol no mercado.

BNDES amplia investimentos no setor de biocombustíveis

Durante o debate, Mauro Mattoso, do BNDES, destacou o aumento do apoio financeiro ao setor.

Segundo ele, em 2025, o banco destinou R$ 5,1 bilhões para projetos de biocombustíveis, sendo R$ 2,5 bilhões voltados especificamente ao etanol de milho. No ano anterior, foram aprovados R$ 6,4 bilhões em crédito para 13 projetos, dos quais 10 ligados ao milho.

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Mattoso ressaltou que a instituição já identificava, desde 2014, o potencial da integração entre cana e milho, principalmente pela capacidade de ampliar a utilização dos ativos industriais e gerar coprodutos, como DDG (grãos secos de destilaria) e energia a partir de biomassa.

Expansão do etanol de milho transforma cadeia produtiva

De acordo com dados da DATAGRO, o Brasil conta atualmente com 32 plantas de etanol de milho em operação, sendo 13 flex. Além disso, há 19 unidades em construção e outras 17 em fase de desenvolvimento.

Essa expansão tem impacto direto sobre a cadeia do milho, aumentando a demanda industrial, agregando valor ao cereal e fortalecendo sua comercialização, especialmente nas regiões do Centro-Oeste.

Outro efeito relevante é a redução da sazonalidade na oferta de etanol, garantindo maior regularidade no abastecimento ao longo do ano.

Novos mercados ampliam potencial do etanol brasileiro

O setor também começa a explorar novas frentes de demanda para o etanol, como sua utilização na produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e bunker marítimo renovável.

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Essas aplicações ampliam o potencial de crescimento do mercado e reforçam o papel estratégico do biocombustível brasileiro na transição energética global.

Eficiência e tecnologia serão determinantes para novos investimentos

Especialistas apontam que a próxima fase de expansão do setor dependerá fortemente de avanços tecnológicos e eficiência operacional.

A necessidade de adaptação a cenários de mercado mais voláteis exige que as usinas sejam projetadas para operar com alta disponibilidade, flexibilidade e capacidade de incorporar novas tecnologias ao longo do tempo.

Integração deve liderar avanço dos biocombustíveis no Brasil

O consenso entre os participantes do painel é de que a integração entre etanol de cana e milho seguirá como um dos principais vetores de crescimento do setor no Brasil.

Ao combinar eficiência produtiva, inovação tecnológica e sustentabilidade, o país reforça sua posição como uma das principais potências globais na produção de biocombustíveis e na agenda de transição energética.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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