Uma família denuncia o que considera descaso por parte do plano de saúde Hapvida após uma criança diagnosticada com apendicite inflamada enfrentar dificuldades para receber atendimento adequado em uma unidade de emergência.
Segundo relato dos responsáveis, a criança deu entrada com fortes dores abdominais e, após avaliação médica, foi constatado um quadro de apendicite em estágio avançado — condição que exige intervenção cirúrgica imediata para evitar complicações graves, como infecção generalizada.
Apesar da urgência, a família afirma que o plano de saúde teria orientado a transferência do paciente para a cidade de Campo Grande, localizada a cerca de 400 quilômetros de distância. A justificativa apresentada, conforme os familiares, foi a suposta ausência de vagas nos hospitais da rede credenciada na cidade onde a criança se encontrava.
No entanto, os responsáveis contestam essa alegação. Eles afirmam ter recebido informações de que unidades hospitalares locais possuíam capacidade para atendimento, levantando suspeitas de inconsistência na justificativa apresentada pelo plano.
“Estamos falando de uma emergência. Não faz sentido colocar uma criança em risco com uma transferência tão longa, sendo que há hospitais aqui”, declarou um familiar, sob condição de anonimato.
Especialistas em saúde alertam que casos de apendicite aguda não devem sofrer atrasos no tratamento. A transferência para longas distâncias, especialmente sem estabilidade clínica, pode agravar o quadro do paciente.
A situação levanta questionamentos sobre a gestão de leitos e a transparência das operadoras de saúde. O Código de Defesa do Consumidor e normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinam que, em situações de urgência e emergência, o atendimento deve ser garantido de forma imediata e adequada.
Até o momento, não houve posicionamento oficial do plano de saúde sobre o caso. A família afirma que busca medidas legais para garantir o atendimento da criança o mais rápido possível.
O caso reacende o debate sobre a responsabilidade das operadoras em situações críticas e a necessidade de fiscalização rigorosa para assegurar que pacientes não sejam expostos a riscos evitáveis.






















