Diante do aumento dos casos de síndromes respiratórias em Primavera do Leste, a Secretaria Municipal de Saúde orienta escolas e creches a intensificarem os cuidados para evitar a disseminação de vírus entre crianças e profissionais da educação.
A recomendação segue diretrizes do Ministério da Saúde e destaca a importância de ações simples, mas eficazes, especialmente em ambientes com maior concentração de crianças, como creches.
Entre as principais orientações está o afastamento imediato de alunos e servidores que apresentarem sintomas gripais, como febre, tosse, coriza e dor de garganta. Nestes casos, o retorno às atividades deve ocorrer somente após o período mínimo de cinco dias, desde que a pessoa esteja sem febre há pelo menos 24 horas e com melhora dos sintomas respiratórios.
No caso específico das creches, o cuidado deve ser ainda mais rigoroso. O Ministério da Saúde recomenda que crianças com sintomas não frequentem o ambiente coletivo, permanecendo em casa para evitar a transmissão, pelo menos até 24 horas após o desaparecimento da febre, sem uso de medicamentos.
Além disso, os responsáveis pelas unidades devem ficar atentos ao aumento de crianças com sintomas respiratórios ou faltas frequentes pelo mesmo motivo, comunicando a situação aos serviços de saúde do município.
As medidas preventivas no dia a dia também são fundamentais. As unidades devem: manter salas e ambientes bem ventilados; higienizar frequentemente brinquedos com água e sabão; utilizar lenços descartáveis para secreções nasais e orais das crianças; incentivar a higienização das mãos; reforçar a etiqueta respiratória e; evitar o compartilhamento de objetos pessoais.
Outro ponto importante é a conduta em relação aos contatos. Crianças e profissionais que tiveram contato com pessoas doentes não precisam ser afastados, mas devem manter cuidados como uso de máscara (quando indicado) e monitoramento de sintomas por até 10 dias.
A comunicação entre escola e família também é essencial. Ao identificar sintomas, a unidade deve informar imediatamente os responsáveis, garantindo o afastamento da criança e a busca por avaliação em um serviço de saúde.
Em crianças menores de dois anos, a atenção deve ser redobrada para sinais de agravamento, como dificuldade para respirar, recusa alimentar, irritabilidade ou sonolência excessiva. Outro reforço importante é a vacinação, considerada a principal forma de proteção contra formas graves da gripe, sendo recomendada para crianças a partir dos seis meses de idade.
Mesmo sem recomendação de suspensão das atividades escolares, o momento exige vigilância e responsabilidade coletiva. A Secretaria de Saúde reforça que a colaboração entre escolas, famílias e poder público é fundamental para reduzir a transmissão e garantir um ambiente seguro para todos.





















