A quarta-feira (22/04), logo após o feriado prolongado de Tiradentes, foi marcada por duas apreensões de drogas em ônibus interestaduais na BR-364, em Rondonópolis. As ocorrências, registradas no mesmo trecho da rodovia e com poucas horas de diferença, mostram como o transporte coletivo tem sido utilizado como estratégia para escoar entorpecentes entre estados.
No primeiro caso, durante fiscalização em um ônibus que seguia de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ), equipes da Polícia Rodoviária Federal contaram com o auxílio de um cão farejador para vistoriar o bagageiro. O cão indicou uma mala suspeita, onde foi encontrado um compartimento adaptado. No interior, estavam aproximadamente 3,2 quilos de pasta-base de cocaína.

O passageiro responsável pela bagagem admitiu que transportava o entorpecente e que havia saído da Bolívia com destino ao interior de São Paulo, onde receberia pagamento pelo serviço. Ele foi detido e encaminhado à Polícia Federal.
Já no fim da tarde, por volta das 18h20, outra abordagem no km 211 chamou a atenção dos agentes. Em um ônibus que fazia a linha entre o Amazonas e São Paulo, o cão de faro indicou uma bolsa posicionada no interior do veículo, abaixo da poltrona de uma passageira.
Na revista, foram localizados nove tabletes de drogas, sendo a maior parte de skunk, conhecida como uma versão mais potente da maconha, além de um tablete de pasta-base de cocaína. Segundo relato da suspeita, a droga teria sido embarcada em Vilhena (RO) e seguiria até Betim (MG), mediante pagamento.
A mulher foi encaminhada à Polícia Civil em Rondonópolis.

As apreensões reforçam um padrão que tem se repetido nas rodovias federais que cruzam Mato Grosso: o uso de rotas longas, com diferentes origens e destinos, para tentar diluir o risco de fiscalização. No meio de passageiros comuns, as drogas seguem escondidas em malas, bolsas e compartimentos improvisados, apostando na discrição para chegar ao destino final.

















