PISO MÍNIMO DO FRETE

Governo acelera regras e passa a barrar fretes ilegais antes mesmo da viagem

Regulamentação da ANTT será publicada no início da próxima semana e muda na prática a forma de contratar transporte no Brasil
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial | Folha Estado

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério dos Transportes anunciaram, na manhã desta sexta-feira (20/03), a regulamentação da Medida Provisória nº 1.343/2026, que endurece as regras do piso mínimo do frete e impede operações irregulares antes mesmo de chegarem à estrada.

A principal mudança é simples de entender, mas com impacto direto no dia a dia do transporte: fretes abaixo do valor mínimo passam a ser bloqueados já na contratação. Ou seja, não saem nem do papel.

A regulamentação será publicada no início da próxima semana, antes mesmo do prazo legal de sete dias, e cria um sistema mais rígido, automatizado e integrado de fiscalização em todo o país.

Como funciona na prática

A nova regra gira em torno do CIOT, o Código Identificador da Operação de Transporte. Ele passa a ser obrigatório para qualquer frete.

Se o valor informado estiver abaixo do piso mínimo, o sistema simplesmente não libera o código. Sem CIOT, o transporte é considerado irregular e não pode acontecer.

Na prática, isso muda o modelo de fiscalização no Brasil. Antes, a irregularidade era identificada nas rodovias. Agora, ela é impedida ainda na origem.

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Além disso, o CIOT será integrado ao MDF-e e a outros sistemas fiscais, permitindo que o governo acompanhe toda a operação, desde a contratação até a entrega.

Penalidades mais duras

As punições também ficaram mais pesadas. Empresas que insistirem em descumprir a regra podem:

  • Ter o registro suspenso por até 30 dias
  • Sofrer suspensão maior em caso de reincidência
  • Ter o registro cancelado e ficar até dois anos impedidas de operar

Para quem contrata o frete irregular, o impacto é ainda maior. As multas podem chegar a R$ 10 milhões por operação, além da possibilidade de ficar proibido de contratar novos transportes.

A lógica muda: não é só pagar multa, é correr o risco de parar de operar.

Por que isso foi feito

A medida vem após um cenário de alto descumprimento da tabela de frete no país. Só em janeiro deste ano, foram mais de 40 mil autuações.

Segundo o governo, apenas multar não estava sendo suficiente para corrigir o problema. Por isso, a estratégia agora é impedir o erro antes que ele aconteça.

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A ação também responde à pressão do setor e ao risco de paralisações, garantindo mais previsibilidade para caminhoneiros e empresas.

Impacto para quem está na estrada

Para o caminhoneiro, a mudança representa mais segurança de receber o valor justo pelo frete.

Para empresas que já operam dentro da lei, a medida tende a equilibrar o mercado e reduzir a concorrência desleal.

Já para quem insistir em burlar as regras, o recado é direto: o sistema agora trava antes da viagem começar.

A regulamentação entra em vigor com a publicação das resoluções da ANTT nos próximos dias, consolidando um novo modelo de controle no transporte de cargas no Brasil.

Quer saber se o valor do frete está dentro da lei? Consulte a calculadora oficial da ANTT e evite prejuízos antes de fechar o transporte: https://calculadorafrete.antt.gov.br/

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