O Ministério da Saúde ampliou o prazo de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) e reforçou a estratégia para alcançar jovens e adolescentes que não foram imunizados na idade recomendada. A medida busca recuperar a cobertura vacinal e reduzir, a longo prazo, a incidência de cânceres associados ao vírus no Brasil.
Tradicionalmente, a vacina contra o HPV é ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Desde 2024, o esquema vacinal nessa faixa etária passou a ser feito em dose única, o que facilitou o acesso e aumentou a adesão. No entanto, milhões de adolescentes ficaram sem a imunização nos últimos anos, especialmente durante o período da pandemia.
Para enfrentar esse cenário, o governo federal adotou uma estratégia de “resgate vacinal”, estendendo a oferta gratuita da vacina para jovens de 15 a 19 anos que não receberam a dose anteriormente. Inicialmente prevista para encerrar em 2025, a ação teve o prazo prorrogado até 2026, ampliando a possibilidade de alcançar esse público.
De acordo com o Ministério da Saúde, a iniciativa tem como objetivo recuperar a vacinação de cerca de sete milhões de jovens que perderam a oportunidade de se imunizar na idade indicada. A vacina protege contra os principais tipos do HPV responsáveis por doenças como câncer do colo do útero, pênis, ânus, garganta, além de verrugas genitais.
A vacinação está sendo realizada em Unidades Básicas de Saúde, além de campanhas de multivacinação e ações extramuros, como atividades em escolas e eventos comunitários. Estados e municípios foram orientados a intensificar a busca ativa de adolescentes e jovens ainda não vacinados.
Especialistas reforçam que a imunização é mais eficaz quando aplicada antes do início da vida sexual, mas destacam que a vacinação tardia ainda traz benefícios importantes para a saúde pública. A ampliação do prazo, segundo o governo, é considerada fundamental para melhorar os índices de cobertura e avançar na prevenção de doenças relacionadas ao HPV no país.























