CASO DAIANE

Síndico responde a mais de 10 processos e é denunciado por perseguição em investigação sobre desaparecimento

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A investigação sobre o desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, em Caldas Novas (GO), ganhou um novo capítulo esta semana. O Ministério Público de Goiás apresentou ao Judiciário uma denúncia criminal contra o síndico do prédio onde ela morava, acusando-o de perseguição (stalking) com agravante por abuso de função.

De acordo com o documento do MP, assinado pelo promotor Cristhiano Menezes da Silva Caires, Cleber Rosa de Oliveira teria usado o cargo para criar um ambiente hostil e controlar a rotina de Daiane dentro do condomínio. A denúncia descreve situações em que o administrador teria espionado a rotina da corretora por meio do sistema de câmeras, exigido exigências além do comum para atender a pedidos de manutenção e até interferido no fornecimento de serviços básicos nos apartamentos que ela administrava — como água, energia elétrica, gás e internet.

Segundo o advogado da família, essa ação judicial se soma a uma série de outros processos entre os dois, que já somam mais de dez disputas na Justiça relacionadas a conflitos anteriores.

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O desaparecimento de Daiane ocorreu em 17 de dezembro passado, quando ela foi flagrada por câmeras internas do edifício ao descer até o subsolo para verificar um problema de energia em seu apartamento familiar. Ela aparece em vídeo gravando um trecho para uma amiga e entrando em um elevador, mas nunca mais foi vista depois disso.

A peça do Ministério Público pede não apenas a responsabilização criminal do síndico, mas também a fixação de indenização mínima por danos morais no valor equivalente a dois salários mínimos.

Enquanto a denúncia tramita, a investigação sobre o desaparecimento continua com envolvimento do Grupo de Investigação de Homicídios e análise de imagens das câmeras do condomínio, além de laudos periciais em objetos coletados no prédio e no apartamento de Daiane. Autoridades reforçam que todas as linhas de apuração seguem em andamento sob sigilo e que qualquer nova informação pode ser crucial para esclarecer o que aconteceu.

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