GESTÃO HÍDRICA

Rogerinho da Dakar assume DAE com meta de reduzir perdas enquanto município mantém plano de privatização

Em Várzea Grande, novo presidente do DAE assume com promessa de reduzir perdas na rede enquanto prefeitura mantém meta de conceder o serviço até 2026.
Folha Estado

O vereador licenciado Rogério de França Martins (PSDB), conhecido como Rogerinho da Dakar, tomou posse nesta terça-feira (3) como novo presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande. Ele substitui o coronel Zilmar da Silva Dias, que estava à frente da autarquia desde abril de 2025.

A mudança no comando ocorre em meio à manutenção de uma das principais propostas da prefeita Flávia Moretti: a concessão do sistema de água e esgoto à iniciativa privada. A gestora já declaro anteriormente, que a meta da administração é concluir o processo até o fim de 2026. Mesmo com a troca na presidência do DAE, a chefe do Executivo reafirmou que o planejamento para a privatização segue como prioridade.

Durante entrevista, Dakar agradeceu à prefeita Flávia Moretti pela confiança e destacou que sua nomeação foi discutida previamente com lideranças políticas do município, entre elas o presidente da Câmara Municipal e o vice-prefeito Tião da Zaeli. Ele ressaltou que o objetivo é manter harmonia entre Executivo e Legislativo para acelerar soluções.

Auditoria e diagnóstico técnico

Questionado sobre a possibilidade de auditoria no DAE, o novo presidente afirmou que o processo de transição já está em andamento e que todos os contratos da autarquia serão revisados.

Leia Também:  Polícia Civil resgata mulher que sofria violência de gênero há mais de duas décadas em área rural de Alto Araguaia

“Vamos puxar todos os contratos e, após sentar com a equipe técnica, poderemos apresentar respostas mais claras. Entrei ontem e ainda não tenho todos os dados em mãos”, explicou, pedindo um prazo para levantamento completo das informações.

Combate às perdas e mutirões nos bairros

Rogério Dakar destacou que o maior desafio da autarquia não está na capacidade de captação, tratamento ou armazenamento de água, mas sim nas perdas ao longo da rede.

Segundo ele, a realização de mutirões para identificar e corrigir vazamentos será uma das primeiras medidas práticas da gestão. A expectativa é que a redução das perdas diminua custos operacionais e amplie a oferta de água à população.

“Nós sabemos onde estão as dificuldades. Cada vereador conhece a realidade do seu bairro. Vamos unir DAE, Executivo e Legislativo para dar respostas mais rápidas”, afirmou.

O presidente reconheceu que, no cenário atual, o uso de caminhões-pipa continuará sendo necessário para atender regiões afetadas pelo desabastecimento. No entanto, defendeu que a concessão do serviço pode ser o caminho definitivo para a universalização e melhoria da qualidade do abastecimento.

Leia Também:  Sine oferta 281 vagas de emprego e impulsiona contratações no Município

Como exemplo, citou a experiência de Cuiabá, onde, segundo ele, a concessão trouxe avanços mais rápidos no atendimento à população.

“Queremos chegar ao momento em que não seja mais preciso caminhão-pipa, mas hoje ele ainda é necessário”, pontuou.

Articulação política e apoio institucional

Rogerinho destacou que sua indicação foi construída com diálogo entre Executivo e Legislativo, com o objetivo de assegurar alinhamento institucional. Ele defende atuação conjunta entre prefeitura, Câmara Municipal, Assembleia Legislativa e Governo do Estado para acelerar investimentos e garantir melhorias no serviço.

A proposta, segundo ele, é manter interlocução direta com vereadores e lideranças comunitárias para mapear demandas específicas de cada região da cidade e dar respostas mais céleres à população.

Com a nova gestão, o DAE passa por um período de reorganização administrativa, ao mesmo tempo em que o município mantém no horizonte a concessão como alternativa para enfrentar de forma definitiva a crise hídrica que afeta Várzea Grande.

COMENTE ABAIXO:

Deixe um comentário

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade