A morte da professora universitária de 41 anos, assassinada a facadas por um aluno dentro de uma instituição de ensino superior, causou comoção em Porto Velho, na noite de (06/02). O crime ocorreu em uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho, enquanto o campus ainda tinha circulação de estudantes e funcionários.
Segundo informações apuradas pelas autoridades, Juliana lecionava no curso de Direito e também atuava como escrivã da Polícia Civil de Rondônia. Respeitada no meio acadêmico e profissional, ela era conhecida pela postura firme em sala, dedicação aos alunos e compromisso com a formação jurídica.
O que aconteceu
Naquela noite, após o término da aula, o suspeito, um aluno do 5º período do curso de Direito, permaneceu no local e aguardou que a professora ficasse sozinha. Testemunhas relataram que houve uma discussão breve antes do ataque. Em seguida, o estudante desferiu golpes de faca contra Juliana ainda dentro da sala.
A movimentação chamou a atenção de outros alunos. Um estudante que é policial militar conseguiu conter o agressor até a chegada da Polícia Militar. O campus foi isolado e o suspeito preso em flagrante.
A professora chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital João Paulo II, referência em atendimentos de urgência na capital. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo depois de dar entrada na unidade.
Quem era a vítima
Juliana Mattos tinha 41 anos, era formada em Direito, com trajetória acadêmica sólida e atuação paralela na segurança pública. Colegas descrevem uma profissional dedicada, exigente na medida certa e profundamente envolvida com a missão de ensinar. Nas redes sociais e em grupos acadêmicos, ex-alunos e professores prestaram homenagens e destacaram o legado deixado por ela.
Investigação
O suspeito foi encaminhado à Central de Flagrantes e permanece à disposição da Justiça. Em depoimento preliminar, ele alegou motivação de cunho pessoal, versão que ainda está sendo investigada. A Polícia Civil apura o histórico do aluno, a dinâmica exata do crime e se houve falhas nos protocolos de segurança da instituição.
Repercussão
A universidade suspendeu as aulas por alguns dias e divulgou nota de pesar, manifestando solidariedade à família da vítima. O caso reacendeu o debate sobre violência em ambientes educacionais, segurança em campi universitários e a vulnerabilidade de professores no exercício da profissão.
Enquanto a investigação avança, a comunidade acadêmica e a sociedade cobram respostas. Uma professora foi morta no lugar onde deveria haver diálogo, conhecimento e proteção. E essa ferida, definitivamente, não se fecha com facilidade.






















