A investigação sobre a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, avançou após o síndico do prédio onde a vítima morava confessar o crime e indicar à Polícia Civil o local onde o corpo havia sido deixado, em uma área de mata de Caldas Novas (GO).
De acordo com a Polícia Civil, a confissão foi decisiva para a localização do corpo, encontrado durante diligências realizadas na madrugada de quarta-feira (28). Após admitir o homicídio, o síndico acompanhou os investigadores até o ponto exato onde o cadáver foi abandonado, encerrando mais de um mês de buscas.
O corpo de Daiane foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passa por exames periciais que devem apontar a causa da morte, o tempo aproximado do óbito e possíveis sinais de violência. Os laudos são considerados fundamentais para a conclusão do inquérito.
Além do síndico, o filho dele também foi preso e permanece como suspeito de envolvimento no crime. Ambos estão à disposição da Justiça e devem passar por audiência de custódia, quando será analisada a conversão das prisões em preventivas.
A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas, incluindo moradores e funcionários do condomínio, e analisando imagens de câmeras de segurança, registros de acesso e dados telefônicos para esclarecer a dinâmica do homicídio e verificar se houve participação de outras pessoas.
O Ministério Público acompanha o caso e aguarda a conclusão do inquérito para se manifestar sobre as medidas judiciais cabíveis. A investigação trata o episódio como homicídio, sem descartar o enquadramento de outros crimes conforme o avanço das apurações.
O assassinato da corretora segue causando forte comoção em Caldas Novas e mantém repercussão nacional, especialmente após a confissão do síndico e a revelação das circunstâncias em que o corpo foi ocultado.


















