ALERTA SANITÁRIO

OMS afirma que transmissão de hantavírus entre pessoas é rara e exige contato próximo

Doença transmitida principalmente por roedores pode causar quadros graves e tem alta taxa de mortalidade nas Américas
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial | Folha Estado

A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a acender o alerta sobre o hantavírus, uma doença rara, mas considerada grave, transmitida principalmente pelo contato com ratos silvestres contaminados. Apesar da preocupação internacional após registros recentes da doença, o órgão esclareceu que a transmissão entre pessoas não acontece de forma fácil e exige contato muito próximo e prolongado com alguém infectado.

Segundo a OMS, os casos de transmissão humana registrados até hoje estão ligados ao chamado vírus Andes, identificado na América do Sul, especialmente em países como Argentina e Chile. Mesmo nesses casos, a disseminação ocorreu entre pessoas com convivência intensa, como casais e familiares.

O hantavírus pertence a uma família de vírus carregados por roedores e pode provocar uma síndrome grave que afeta pulmões e coração. Nas Américas, a taxa de mortalidade pode chegar a 50% dos casos, o que preocupa autoridades de saúde mesmo diante do número relativamente baixo de infecções.

No Brasil, os registros costumam ocorrer em regiões rurais, galpões, armazéns, terrenos fechados e locais com presença de fezes, urina ou saliva de ratos contaminados. Ambientes pouco ventilados aumentam o risco de infecção, principalmente durante limpezas.

Leia Também:  Prefeitura amplia contrato e oferece mais 130 vagas de hemodiálise

Os sintomas iniciais podem ser confundidos com gripe ou dengue. Entre os sinais mais comuns estão febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, náuseas, vômitos e cansaço intenso. Em quadros mais graves, a doença evolui rapidamente para falta de ar, tosse, acúmulo de líquido nos pulmões e insuficiência respiratória.

Especialistas alertam que não existe vacina nem medicamento específico contra o hantavírus. Por isso, o diagnóstico rápido e o atendimento hospitalar precoce fazem diferença no tratamento.

A prevenção continua sendo a principal arma contra a doença. A orientação é evitar contato com roedores, manter alimentos bem armazenados, vedar entradas de ratos em casas e depósitos e nunca varrer fezes secas de animais, já que isso pode espalhar partículas contaminadas pelo ar.

A recomendação é umedecer o local antes da limpeza, usar luvas e máscaras de proteção e manter ambientes sempre limpos e ventilados.

A OMS também reforçou que profissionais da saúde devem seguir protocolos de segurança e isolamento em casos suspeitos, especialmente durante procedimentos respiratórios.

COMENTE ABAIXO:

Deixe um comentário

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade