A Lua Azul, nome dado à segunda Lua Cheia registrada no mesmo mês, não tem fisicamente uma mudança na cor. O que ocorre é um fenômeno óptico raro, em que realmente vemos o astro com coloração azulada, mas isso é decorrente da presença de partículas de vulcões ou de grandes incêndios florestais suspensas na alta atmosfera.
Já a Microlua Cheia é o nome dado quando o satélite está mais distante da Terra. Isso ocorre porque a órbita lunar funciona em uma elipse, ou seja, ela se aproxima (perigeu) e se afasta (apogeu) do planeta periodicamente. Quando a fase cheia coincide com o apogeu, ocorre a microlua cheia. Já quando isso ocorre no perigeu, é a superlua cheia.
O astrônomo parceiro do Observatório Nacional no programa O Céu em Sua Casa e professor da Universidade Federal de Itajubá, Gabriel Hickel, explica que a Lua Azul ocorre a cada 2 anos, 8 meses e 18 dias, já a microlua, a cada 1 ano, 1 mês e 18 dias. “Elas raramente coincidem”, diz. O Observatório Nacional é uma unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Estrela Antares
A noite de domingo guarda mais um fenômeno, o ápice da aproximação entre Lua e Antares, estrela conhecida como o Coração do Escorpião, a mais brilhante da constelação e facilmente identificada por ter a coloração avermelhada.






















