FALTA UNIDADE

Divisão interna na Direita pode enfraquecer e comprometer eleição em 2026

Foto: Reprodução Instagram

Divisões internas, indefinições políticas e a falta de unidade de momento, tem gerado preocupações, provocado instabilidade e até insegurança na Direita brasileira. Na verdade, conforme alguns analistas políticos, esse fato vem contribuindo com o jogo da esquerda, cujo objetivo é exatamente desestabilizar a direita, seu principal adversário, e recuperar espaço junto ao eleitorado brasileiro, visando as eleições de 2026.

Uma prova disso foi o resultado da articulação política de alguns governadores de direita para formar um bloco contra o governo Lula, que acabou perdendo força exatamente por conta da divisão interna e falta de unidade da oposição.

Muitos atribuem esse fator a uma possível indecisão do ex-presidente Jair Bolsonaro em se posicionar efetivamente sobre 2026, não indicando um possível sucessor para a eleição do ano que vem, já que se encontra impedido pela justiça, após a condenação pelo STF, pela suposta tentativa de golpe do 8 de janeiro.

Todavia, veículos da grande mídia tem reiterado que com essa divisão na Direita, a Esquerda e o governo têm recuperado terreno sendo identificada até uma ligeira recuperação de popularidade do presidente Lula, ganhando até alguns pontos junto ao Congresso.

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Por outro lado, ele tem se aproveitado da situação para se posicionar como arauto defensor da soberania nacional, no caso da taxação do Brasil pelo presidente americano Donald Trump, atribuindo esse fato à interferência da família Bolsonaro.

Para alguns, a indecisão de Bolsonaro acabou despertando e alimentando interesse em participar da disputa presidencial entre eles; os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Jr (PR) e Romeu Zema (MG). O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (MT) também integra o grupo, mas não é candidato.

Uma das sugestões destes analistas, é para que a Direita se reorganize, se unifique de verdade, acabe com as divisões internas e afine o discurso para não ser atropelada pela narrativa de unidade nacional da esquerda.

O Estado de Mato Grosso, cuja Direita tem predominado nas últimas eleições, enviou representantes para o ato pela anistia realizado em Brasília (DF) recentemente, mostrando de certa forma a sua unidade quanto ao tema.

Estiveram presentes o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) o prefeito da capital Abilio Brunini (Cuiabá) o prefeito de Rondonópolis Cláudio Ferreira, além do senador Wellington Fagundes (PL), e os deputados José Medeiros (PL) e Coronel Fernanda (PL), que se juntaram a Michelle Bolsonaro esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, o filho Flávio Bolsonaro, e outras figuras importantes da direita nacional.

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