RACISMO PARLAMENTAR

Deputada vira alvo de pedido de cassação após episódio de “blackface” na ALESP

Parlamentar do PL pintou o corpo durante discurso e gerou reação imediata de colegas, que apontam racismo e quebra de decoro
Reprodução

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) se tornou palco de uma nova crise política nesta quarta-feira (18/03), após a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) protagonizar um episódio que gerou forte repercussão dentro e fora do plenário.

Durante um discurso, a parlamentar pintou o rosto e os braços com tinta escura e afirmou estar “se reconhecendo como negra”. A ação foi apresentada por ela como uma forma de questionar o conceito de “lugar de fala”, em meio a críticas à eleição da deputada federal Erika Hilton para a presidência da Comissão da Mulher.

A encenação foi rapidamente classificada por parlamentares e entidades como prática de “blackface”, expressão associada a representações racistas historicamente condenadas.

Reação imediata e pedido de cassação

O episódio provocou reação direta na própria Casa. Um grupo de deputados protocolou representação no Conselho de Ética da Alesp pedindo a cassação do mandato da parlamentar.

Os argumentos apresentados incluem:

  • Prática de racismo

  • Discurso transfóbico

  • Quebra de decoro parlamentar

Pelo menos 19 deputados assinam o pedido, que agora será analisado pelas instâncias internas da Assembleia.

Leia Também:  Projeto proíbe cobrança automática de pedágios sem transparência sobre tarifas ou canal de contestação

Além da esfera legislativa, o caso também teve desdobramentos jurídicos. Um boletim de ocorrência foi registrado, e a denúncia foi encaminhada ao Ministério Público.

Defesa da deputada

Em manifestação pública, Fabiana Bolsonaro negou que tenha cometido racismo. Segundo ela, a ação foi uma “analogia” dentro de um debate político e não teve a intenção de ofender.

A deputada afirma ainda que sua fala foi retirada de contexto e que exerceu liberdade de expressão durante o discurso.

O que acontece agora

O processo seguirá o rito do Conselho de Ética da Alesp. Caso haja entendimento de quebra de decoro, podem ser aplicadas sanções que vão de advertência até a cassação do mandato.

Se a cassação for recomendada, a decisão final caberá ao plenário da Assembleia.

Debate além do plenário

O caso reacende discussões sobre racismo, representatividade e os limites da atuação parlamentar no Brasil. Especialistas apontam que o uso de “blackface” carrega um histórico de discriminação que amplia a gravidade do episódio.

A repercussão também ganhou força nas redes sociais, onde o caso divide opiniões e intensifica o debate político em torno de pautas identitárias.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros atende vítimas de acidentes de trânsito em Campo Verde e Cáceres

Enquanto o processo avança na Alesp, o episódio já se consolida como um dos mais controversos do cenário político recente.

Deixe um comentário

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

RACISMO PARLAMENTAR

Deputada vira alvo de pedido de cassação após episódio de “blackface” na ALESP

Parlamentar do PL pintou o corpo durante discurso e gerou reação imediata de colegas, que apontam racismo e quebra de decoro
Reprodução

Deixe um comentário

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade