A deputada federal Gisela Simona afirmou que o União Brasil vai deliberar em reunião do diretório estadual sobre os pedidos de desfiliação apresentados por vereadores da sigla, entre eles Michelle Alencar. Segundo ela, a decisão caberá ao presidente estadual do partido, o governador Mauro Mendes, em conjunto com a executiva.
De acordo com a parlamentar, além de Michelle, outros dois vereadores formalizaram pedido de saída. “Não tem debandada. Somos um partido com quase 400 vereadores e temos três pedidos. Isso acontece”, pontuou.
Gisela destacou que a legislação eleitoral brasileira estabelece que o mandato pertence ao partido, e não ao eleito, o que torna a liberação uma decisão política e jurídica. “Houve investimento do partido na eleição desses vereadores, há também negociações envolvendo suplentes e acordos internos. Tudo isso precisa ser considerado antes de liberar ou não”, explicou.
Ela ressaltou ainda que, em 2026, não há previsão de janela partidária para vereadores. A possibilidade de troca de legenda sem perda de mandato é garantida apenas a deputados estaduais, federais e senadores em período específico. “Para vereador, não existe essa janela neste ano”, reforçou.
Força da sigla
Questionada sobre eventual enfraquecimento do partido diante de movimentações internas e da possível saída de lideranças, Gisela descartou essa hipótese. Segundo ela, o União Brasil permanece como a maior legenda de Mato Grosso, reunindo governador, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.
“A liderança do Mauro não vem apenas do cargo de governador, mas do espírito de liderança que ele tem. O partido é maior do que qualquer mandato”, afirmou.
Construção da chapa
Sobre críticas de falta de reuniões internas para definição de candidaturas, a deputada explicou que as articulações, neste momento, ocorrem de forma individualizada. Ela afirmou que a chapa para deputado federal está praticamente concluída e que também há negociações em andamento para a composição da chapa de deputado estadual.
Gisela confirmou que será candidata à reeleição para a Câmara Federal em 2026 e disse acreditar que o partido chegará forte ao pleito.
Disputa ao governo
Ao comentar o cenário para o governo do Estado, a parlamentar afirmou que seguirá a decisão partidária e que ainda há espaço para negociações até o período da janela partidária, previsto para abril.
Ela reconheceu a legitimidade do senador Jaime Campos para disputar cargos majoritários. “Ele tem toda a legitimidade para ser candidato. Só não sei se ao Senado ou ao Governo”, declarou.
Gisela também citou o vice-governador Otaviano Pivetta como uma das lideranças que participam das discussões internas, destacando que o cenário ainda está em construção e deve sofrer mudanças nos próximos meses.



















