O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta quarta-feira (5.8), cinco incêndios florestais que atingem os municípios de Nova Santa Helena, Paranatinga, Novo Santo Antônio e Canarana.
As equipes seguem mobilizadas pelo segundo dia consecutivo no combate a um incêndio florestal que atinge uma área de assentamento, na divisa entre os municípios de Marcelândia, Cláudia e Nova Santa Helena. Os militares atuam de forma ininterrupta para conter o avanço das chamas, impedir a propagação do fogo e extinguir os focos ativos.
Durante os trabalhos, quatro pessoas foram presas em flagrante, na noite de terça-feira (4), após serem flagradas ateando fogo à vegetação. Os suspeitos utilizavam isqueiros e pedaços de mangueira plástica, que eram derretidos e lançados sobre a vegetação seca para acelerar a propagação das chamas.
Além disso, os bombeiros combatem dois incêndios florestais em Paranatinga, um na região do distrito de Santiago do Norte e outro nas proximidades da MT-240. Outras equipes também atuam em incêndios florestais nos municípios de Canarana e Novo Santo Antônio.
Em todas as ocorrências, as operações são conduzidas de forma estratégica, com foco no combate direto às chamas, no monitoramento das áreas atingidas e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente.
As ações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, que atuam de forma integrada, sempre que necessário, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 10 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).
Desse total, oito focos de calor estão no bioma Amazônia e dois no Cerrado. Em terras indígenas, foi registrado somente um foco de calor na Terra Indígena Portal do Encantado, em Vila Bela da Santíssima Trindade.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo.
Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo em áreas do Estado, no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção dos incêndios nos municípios de Canarana, Dom Aquino, Chapada dos Guimarães, Colniza, Guarantã do Norte, Guiratinga, Nova Maringá, Paranatinga, Ribeirão Cascalheira e São Felix do Araguaia.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).




















