O ex-governador de Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi, negou publicamente que o grupo Amaggi tenha deixado de recolher recursos ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e contestou declarações do senador Jayme Campos (União Brasil), que apontou uma suposta dívida bilionária relacionada ao fundo.
A polêmica ganhou repercussão após Jayme afirmar que grandes produtores rurais teriam sido beneficiados por decisões judiciais que suspenderiam o pagamento do Fethab, o que, segundo ele, teria causado prejuízo aos cofres do Estado. O senador citou valores elevados e chegou a relacionar a suposta perda de arrecadação à dificuldade do governo em cumprir compromissos com servidores públicos.
Em resposta, Blairo Maggi classificou as declarações como infundadas e disse que não existe qualquer liminar judicial que desobrigue o grupo Amaggi de contribuir com o fundo. Para reforçar sua posição, lançou um desafio público: ofereceu R$ 100 mil a quem apresentar uma decisão judicial válida que comprove isenção ou suspensão do pagamento do Fethab em favor de suas empresas.
Segundo Maggi, todas as obrigações fiscais foram cumpridas regularmente e os dados podem ser verificados nos sistemas oficiais da Secretaria de Fazenda e do Judiciário. Ele também destacou que o grupo empresarial realiza recolhimentos expressivos ao Estado e afirmou que acusações sem comprovação servem apenas para alimentar o debate político.
O embate ocorre em meio ao cenário de pré-articulação eleitoral em Mato Grosso, no qual Jayme Campos se posiciona como possível candidato ao governo estadual. Já Blairo Maggi, afastado da política institucional, declarou que não pretende retornar à vida pública, mas reagiu de forma direta ao que chamou de tentativa de associar seu nome a irregularidades inexistentes.
Criado para financiar obras de infraestrutura e programas habitacionais, o Fethab é uma das principais fontes de recursos do Estado, especialmente vinculada ao setor do agronegócio. A controvérsia reacende discussões sobre arrecadação, transparência fiscal e o uso político de dados tributários no debate eleitoral.






















