“A forma mais justa de aplicarmos a nossa força de trabalho é por meio da economia solidária”, defende Francisco Macena

Foto: Walterson Rosa

Na abertura da 1ª Reunião Plenária Ordinária do Conselho Nacional de Economia Solidária, realizada no dia 31 de março em Brasília, o secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Francisco Macena, reafirmou o compromisso da pasta em fortalecer a economia popular e solidária no Brasil, visando a sua inclusão como um setor relevante do PIB nacional. “Esse é o nosso objetivo: fazer com que a economia solidária dispute de fato na sociedade a transferência de renda, a ocupação, a geração de riqueza e, principalmente, a distribuição de renda neste país. A forma mais justa de aplicarmos a nossa força de trabalho é por meio da economia solidária, das cooperativas e dos empreendimentos populares”, afirmou o secretário.

A reunião continua nesta terça-feira (1º/4) e se encerrará às 15h, com um encontro no Palácio do Planalto entre o presidente Lula, o Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e representantes do Conselho. Durante o encontro, serão apresentados seis casos de empreendimentos de diferentes áreas produtivas.

No primeiro dia da reunião, foi apresentado o painel “Diálogos: Radar da Economia Solidária”, com o tema “Economia Solidária e o Futuro do Trabalho das Mulheres”. Paula Montagner, subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, destacou a retomada do Cadastro Nacional de Empreendimentos Econômicos Solidários (Cadsol), que havia sido paralisado em 2018. Com a reativação do Cadsol, será possível obter dados sobre a organização e a produção dos empreendimentos e trabalhadores. Paula explicou que, segundo o eSocial, existem 27 mil cooperativas no país, das quais 5.200 estão relacionadas à economia de produção. “Essas informações permitirão que as pessoas criem identidade e valor em seus territórios, além de comparar o que estão produzindo nos mesmos setores de atividade. O objetivo é fortalecer a economia solidária como uma economia robusta”, afirmou.

Leia Também:  "Nosso compromisso é retomar as políticas públicas de proteção ao trabalho", afirma Luiz Marinho na abertura do curso de formação para auditores

Tatiana Valente, representante do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, trouxe dados essenciais para enriquecer o debate. Ela destacou que 49,1% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres, o que equivale a 36 milhões de domicílios. Segundo dados do IPEA, 9,3 milhões de mulheres estão na informalidade, e 47,3% desses empreendimentos são solidários, sendo que 64% das mulheres nessas iniciativas são negras. Além disso, dados do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, com base em estudos acadêmicos, revelam que 85% dos empreendimentos solidários são liderados por mulheres.

“É fundamental traduzir esses dados em políticas concretas e de direito para transformar esses empreendimentos”, afirmou Tatiana. Ela destacou que as mulheres não precisam apenas de sustentabilidade territorial, uma vez que já a garantem. “Elas precisam de seguridade e de políticas públicas que ofereçam a mesma segurança que os empreendimentos predominantemente masculinos têm”, completou.

Também participaram do painel Nelsa Nespolo, presidente da Cooperativa Justa Trama, e Eliane Martins, uma das coordenadoras do Programa Paul Singer. A reunião, iniciada ontem no Ministério do Trabalho e Emprego, abordou temas de grande relevância, como a 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária, prevista para agosto deste ano, a regulamentação da Lei Paul Singer (15.068/24), que institui a Política Nacional de Economia Solidária, além de atualizações sobre o Programa Paul Singer e a COP 30.

Leia Também:  Saiba como garantir recursos para infraestrutura em escolas

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade