JOIAS SAUDITAS

PGR pede ao STF arquivamento de inquérito sobre joias dadas a Bolsonaro

Segundo Gonet, a legislação sobre destinação e a titularidade de presentes a chefes de Estado é marcada por lacunas, o que impossibilita a abertura de um processo penal
Carlos Moura/Agência Senado

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que o STF (Supremo Tribunal Federal) arquive a investigação contra Jair Bolsonaro (PL) sobre o recebimento e venda de joias sauditas dadas de presente ao ex-presidente.

Depois de mais de um ano e meio de espera, o parecer foi entregue ao Supremo nesta quinta-feira (5). No documento, a PGR sustenta que não existe lei que regulamente a destinação e a titularidade de presentes recebidos pelo chefe de Estado em eventos oficiais.

De acordo com a manifestação, o tema da propriedade de presentes recebidos por presidentes permanece marcado por “persistente indeterminação normativa”, com interpretações administrativas fragmentadas e divergentes ao longo do tempo.

“Não há norma de lei que defina, com a clareza e abrangência imposta pelas exigências da segurança jurídica, o regime jurídico aplicável a esses bens”, afirmou Gonet.

A PGR também destacou que o próprio TCU (Tribunal de Contas da União) já apontou que, ao longo de diferentes governos, apenas uma pequena parcela dos presentes recebidos por presidentes foi incorporada ao patrimônio da União, o que demonstraria a ausência de um padrão normativo consolidado.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  MMA integra Caravana Interministerial para dialogar com atingidos sobre Novo Acordo do Rio Doce

Deixe um comentário

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade