ALEGOU MENSAGENS FALSAS

Vazamento de mensagens expõe supostos abusos em delegacia de Sorriso e Polícia Civil nega irregularidades

O delegado responsável pela unidade afirma que o conteúdo foi manipulado, nega irregularidades e diz que as mensagens buscam descredibilizar o trabalho da Polícia Civil
Reprodução

Mensagens atribuídas a policiais civis da Delegacia de Sorriso, no norte de Mato Grosso, passaram a circular nas redes sociais nos últimos dias e levantaram suspeitas sobre supostos abusos cometidos dentro da unidade policial. O conteúdo, que inclui textos e áudios, sugere práticas como forjamento de flagrantes, uso irregular de ferramentas de monitoramento e violência contra pessoas presas.

Diante da repercussão, a Polícia Civil de Mato Grosso se manifestou oficialmente e negou qualquer ilegalidade.

Segundo o delegado responsável pela unidade, o material divulgado é falso e teria sido manipulado fora de contexto, com o objetivo de atacar a atuação da corporação no combate ao crime organizado no município. A Polícia Civil sustenta que as mensagens teriam origem em um celular institucional furtado em (10/2025), que posteriormente passou a ser usado para disseminar conteúdos considerados difamatórios.

De acordo com a nota, a Divisão de Combate a Homicídios de Sorriso atua há quase uma década e não possui histórico de confrontos policiais com mortes decorrentes de intervenção da equipe. A corporação afirma ainda que não há registros oficiais que comprovem as acusações divulgadas nas redes.

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Denúncias anteriores foram arquivadas

A Polícia Civil informou que parte das acusações envolvendo maus-tratos a custodiados já foi alvo de apuração pelo Ministério Público de Mato Grosso e acabou arquivada por ausência de provas. Em alguns casos, denunciantes chegaram a ser investigados por denunciação caluniosa, conforme apontado na manifestação oficial.

O material que circula atualmente, segundo a corporação, foi encaminhado integralmente à Corregedoria-Geral da Polícia Civil e também ao Ministério Público, que analisam a autenticidade dos conteúdos e eventuais responsabilidades administrativas ou criminais.

Caso paralelo amplia atenção pública

O episódio ocorre em meio à repercussão da prisão de um investigador da própria delegacia, suspeito de estuprar uma mulher que estava detida na unidade. A Polícia Civil destaca que esse caso específico está sendo tratado de forma independente e não tem relação direta com o vazamento das mensagens.

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