O rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, passou a ser considerado foragido da Justiça após não ser localizado para o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. A decisão judicial ocorreu após a constatação de sucessivos descumprimentos das medidas cautelares às quais ele estava submetido.
Segundo informações do processo, Oruam respondia em liberdade a uma ação penal por tentativa de homicídio qualificado, beneficiado por uma decisão que autorizava o uso de tornozeleira eletrônica como forma de monitoramento. Relatórios oficiais apontaram, no entanto, um histórico recorrente de irregularidades no uso do equipamento.
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária, o sistema de monitoramento registrou 66 violações, incluindo períodos prolongados sem sinal, falta de carregamento da bateria e desligamento do dispositivo. Parte dessas ocorrências foi classificada como grave, especialmente as mais recentes, registradas já em 2026.
Diante do acúmulo de descumprimentos, o Ministério Público solicitou a revogação das medidas alternativas e a decretação da prisão preventiva. A Justiça entendeu que o investigado demonstrou desinteresse em cumprir as determinações judiciais, tornando insuficientes as medidas cautelares anteriormente aplicadas.
A Polícia Civil informou que realizou diligências no endereço vinculado ao artista, mas ele não foi encontrado, passando a ser oficialmente considerado foragido. Até o momento, não há informações confirmadas sobre seu paradeiro.
O processo segue em andamento, e a ordem de prisão permanece válida até que o acusado se apresente ou seja localizado pelas autoridades.























