SEM CURSINHO PAGO

Estudante de escola pública conquista 1º lugar em Medicina na UFMT

Aos 21 anos, aluna da rede pública alcançou a maior nota do curso após anos de estudo disciplinado e uso de plataformas gratuitas de preparação para o Enem
Reprodução Arquivo Pessoal

A aprovação foi divulgada no fim de janeiro (31/01) e rapidamente ganhou repercussão por um motivo que vai além da colocação. Maria Gabrielly é estudante de escola pública e não frequentou cursinhos pagos durante a preparação para o Enem. Ainda assim, obteve 960 pontos na redação, uma das notas mais altas do exame.

A jovem cursou o ensino médio na Escola Estadual Professor João Batista e se dedicou aos estudos por cerca de três anos. Parte desse período foi vivida longe da família, o que tornou a rotina ainda mais desafiadora. Segundo ela, a constância foi o principal diferencial. Estudar todos os dias, refazer exercícios e participar de simulados ajudou a construir segurança para a prova.

Outro fator decisivo foi o uso do Pré-Enem Digit@l MT, programa gratuito ofertado pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT). A iniciativa oferece videoaulas, oficinas de redação, simulados e conteúdos interativos, ampliando o acesso à preparação de qualidade para estudantes da rede estadual.

De acordo com a Seduc, o programa tem como objetivo reduzir desigualdades e fortalecer a permanência dos alunos no caminho do ensino superior. O resultado de Maria Gabrielly reforça esse propósito. A estudante é uma entre milhares que utilizaram a plataforma, mas se destacou ao alcançar o topo de um dos cursos mais concorridos do país.

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A conquista também reacende o debate sobre democratização do acesso à universidade pública. Em um cenário em que cursos de Medicina costumam ser associados a longas e caras preparações, histórias como essa mostram que políticas públicas, aliadas ao esforço individual, podem mudar trajetórias.

Agora, Maria Gabrielly se prepara para iniciar uma nova fase da vida acadêmica na UFMT, carregando não apenas livros e jaleco, mas também o peso simbólico de representar tantos outros jovens da escola pública que seguem sonhando com a universidade. Afinal, como a própria história dela mostra, o primeiro lugar também pode vir de quem nunca pagou por um cursinho.

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