O que era para ser descanso virou trauma. Empresários de Mato Grosso denunciaram agressões sofridas durante férias em Porto de Galinhas, um dos destinos mais procurados do Nordeste. O episódio ocorreu no sábado (27) e, desde então, provocou forte reação nas redes sociais, pronunciamentos oficiais e medidas emergenciais por parte das autoridades locais.
As vítimas são o empresário Cleiton Zanatta, de 49 anos, e o companheiro Johnny Andrade moradores de Cuiabá (MT). Eles afirmam que pretendem ingressar com ações judiciais contra o Governo de Pernambuco e a Prefeitura de Ipojuca, alegando falhas na fiscalização do comércio na orla.
Entenda o caso
Sábado (27)
-
O casal passava o dia na praia quando houve um desentendimento com comerciantes de uma barraca sobre o valor do aluguel de cadeiras e guarda-sol.
-
Segundo os turistas, o preço combinado inicialmente foi de R$ 50, mas, no momento do pagamento, teria sido alterado para R$ 80, sem aviso prévio.
-
Após a recusa em pagar o novo valor, a discussão evoluiu para agressões físicas. As vítimas relatam que cerca de 30 pessoas participaram do ataque, com socos, pontapés e cadeiradas.
Durante as agressões

-
Cleiton e Johnny precisaram de ajuda de guarda-vidas civis que atuavam na praia.
-
Para protegê-los, os agentes colocaram o casal na caçamba de uma viatura, impedindo a continuidade das agressões.
-
Vídeos gravados por banhistas mostram comerciantes arremessando areia no rosto das vítimas, imagens que rapidamente circularam nas redes sociais.
Domingo (28)
-
O caso ganhou ampla repercussão na internet, com vídeos, relatos e manifestações de solidariedade.
-
Comerciantes envolvidos divulgaram nota negando motivação homofóbica e alegando que o valor cobrado estaria informado no cardápio.
-
Um funcionário identificado como Erivaldo dos Santos, conhecido como Dinho, afirmou que também teria sido agredido por um dos turistas.
Segunda-feira (29)
-
A Prefeitura de Ipojuca interditou por uma semana a Barraca da Maura, onde o conflito teve início.
-
Funcionários envolvidos foram afastados de forma preventiva até a conclusão das investigações.
-
O prefeito Carlos Santana publicou vídeo pedindo desculpas públicas e anunciou medidas emergenciais de fiscalização na orla.
Terça-feira (30)
-
-
Em vídeo gravado no Aeroporto de Maceió, o casal anunciou o retorno antecipado para casa.
-
Eles relataram medo e desgaste emocional após o episódio e informaram chegada a Cuiabá no início da noite.
-
Cleiton afirmou que advogados já foram acionados para buscar reparação judicial.
-
Repercussão nas redes sociais
-
Os vídeos publicados pelo casal alcançaram grande alcance e engajamento.
-
Internautas cobraram providências do poder público e denunciaram práticas abusivas no comércio de praias turísticas.
-
O episódio reacendeu debates sobre fiscalização, direitos do consumidor, segurança e acolhimento a turistas.
Medidas anunciadas pelas autoridades
Reprodução – Internet
Em nota, a Prefeitura de Ipojuca lamentou o ocorrido e classificou o episódio como grave e incompatível com os valores do destino turístico. Entre as medidas anunciadas estão:
-
Reforço da fiscalização na orla com a Guarda Municipal, Procon e Secretaria de Meio Ambiente
-
Afastamento preventivo dos funcionários envolvidos
-
Intensificação das ações para coibir venda casada e exigência de consumação mínima
-
Fiscalização rigorosa do cumprimento do Código de Defesa do Consumidor
-
Ações contra atuação irregular de flanelinhas e comerciantes não autorizados
Desdobramentos do caso
As investigações sobre as agressões em Porto de Galinhas avançaram nos últimos dias. A Polícia Civil de Pernambuco identificou ao menos 14 comerciantes que atuavam na orla e que podem ter participado da confusão. Todos foram intimados a prestar depoimento para esclarecer a dinâmica dos fatos e a responsabilidade individual de cada envolvido.
O caso também passou a ser marcado por versões divergentes. Comerciantes afirmam que a cobrança pelo aluguel das cadeiras seguia valores informados ao público. Já o casal de turistas nega qualquer irregularidade de sua parte e apresentou comprovante de pagamento via Pix, no valor de R$ 94, que inclui o uso das cadeiras e consumo no local.
Em novos relatos divulgados nas redes sociais, as vítimas afirmam que a violência se intensificou rapidamente, com arremesso de cadeiras e ofensas verbais. Eles também levantaram a possibilidade de motivação homofóbica, ponto que segue sob análise das autoridades durante a apuração.
Diante da repercussão negativa, o policiamento no litoral sul de Pernambuco foi reforçado, com ampliação das ações integradas entre forças de segurança e fiscalização, enquanto o comércio na orla passa por revisão e monitoramento mais rigoroso.
Ver essa foto no Instagram
Um post compartilhado por Folha Estado | Notícias de Mato Grosso (@folhaestado.com.br)























