CRISE HÍDRICA

Sérgio Ricardo critica colapso no abastecimento e defende intervenção para resolver falta de água em Várzea Grande

Conselheiro do TCE diz que situação é “inadmissível” em uma cidade de 158 anos e cobra união política para solução definitiva
Reprodução

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, voltou a criticar duramente a crise de abastecimento de água em Várzea Grande durante entrevista concedida nesta quarta-feira (10). Para ele, é “impossível de entender” que a segunda maior cidade do estado ainda enfrente, diariamente, torneiras vazias enquanto compartilha o mesmo Rio Cuiabá com a capital, que já atingiu a universalização do serviço.

Ao comentar os resultados do Programa Nacional de Transparência Pública e o trabalho de qualificação de servidores conduzido pelo TCE, Sérgio Ricardo afirmou que a gestão pública deve ser medida por resultados e pelo atendimento às necessidades essenciais da população. A falta de água, segundo ele, é o exemplo mais grave de falha administrativa.

“Eu não posso admitir uma cidade como Várzea Grande, de 158 anos de existência, não ter água. Ontem eu vi uma pessoa feliz, dizendo que na casa dela veio água duas vezes na semana, mas só à noite, e ela não conseguiu pegar a água. Isso é impossível de se entender”, destacou.

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O conselheiro lembrou que Mato Grosso possui “um dos maiores reservatórios de água do planeta”, mas ainda assim convive com uma cidade inteira sem abastecimento regular. Ele também ressaltou que ficar sem água nem um dia é inadmissível, já que o serviço é essencial para higiene, alimentação e saúde pública.

Sérgio Ricardo defendeu que o problema só será resolvido quando houver alinhamento político dentro da própria Prefeitura de Várzea Grande. Segundo ele, a solução passa necessariamente pela concessão do serviço, assim como ocorreu em Cuiabá.

“Tem que fazer a concessão da água, como foi feito em Cuiabá. Sem concessão, não tem água para a população de Várzea Grande. Nunca houve concessão, nunca houve água”, afirmou.

Ele também sugeriu que o governador Mauro Mendes participe da construção da solução, caso haja entendimento interno entre prefeito, vice e Câmara Municipal. “O governador pode ajudar e quer ajudar. Só falta Várzea Grande se entender primeiro”, disse.

Além da crise hídrica, Sérgio Ricardo comentou que o TCE realiza nesta tarde duas mesas técnicas: uma sobre saneamento básico, reunindo Cuiabá e Várzea Grande, e outra com empreiteiras do estado para tratar de dificuldades financeiras enfrentadas pelo setor.

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“É preciso integrar os municípios da região metropolitana. Eu mesmo fui autor da lei que criou essa estrutura. Não dá para falar de água e esgoto sem pensar nos impactos ambientais e na poluição que chega ao Pantanal”, afirmou.

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