COLAPSO NA ESTRUTURA

Queda de helicóptero que matou coronel em Mato Grosso foi ocasionada por dano estrutural,aponta CENIPA

O relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) concluiu que uma falha estrutural e colapso no mastro do rotor principal provocou a queda de um helicóptero Bell BH06 Long Ranger durante voo sobre a região do Pantanal, em Poconé, a 104 quilômetros de Cuiabá. O acidente ocorreu em novembro de 2020 e vitimou o piloto Mauro Tadeu da Silva Oliveira, de 54 anos, coronel do Corpo de Bombeiros.

Segundo o órgão, a aeronave havia decolado de uma área de pouso não cadastrada, em Porto Jofre, utilizada como ponto de apoio em uma operação de combate a incêndio florestal. Após desembarcar três tripulantes no local, o piloto seguiu com a missão de captação de água, por meio de helibalde, para conter o avanço das chamas em área de vegetação nativa.

Por volta das 16h10, foi constatado o dano estrutural no helicóptero, que resultou no colapso da parte superior da fuselagem e na queda da aeronave em uma área alagada do Pantanal. O impacto causou danos severos, incluindo a separação do teto e da Caixa de Transmissão Principal (CTP) do restante da fuselagem, além do seccionamento do cone de cauda em três partes.

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Conforme informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no momento do acidente os militares que estavam em solo ouviram pelo rádio a mensagem “estou caindo”, seguida do barulho do impacto. Os três tripulantes permaneceram isolados e sem comunicação até a chegada do resgate, horas depois. O corpo do piloto foi localizado apenas no dia seguinte.

A análise dos destroços apontou danos compatíveis com o fenômeno conhecido como mast bumping, quando o cubo do rotor principal colide com o mastro do helicóptero. O CENIPA explicou que esse tipo de ocorrência é comum em aeronaves com rotores semirrígidos e está associado ao uso inadequado do comando cíclico em condições de baixo fator de carga. Turbulência, rajadas de vento e possíveis manobras bruscas teriam contribuído para um cenário operacional adverso.

O relatório também destacou que a inspeção semanal da aeronave havia sido realizada um dia antes do acidente, em campo, por um mecânico da Organização de Manutenção Helisul Táxi Aéreo. A última inspeção mais completa ocorreu em outubro de 2020, incluindo análise de vibração do rotor principal. O helicóptero acumulava cerca de 8,6 mil horas de voo e permaneceu aproximadamente cinco horas em operação no dia do acidente.

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Com: Cenipa

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