Em Rondonópolis

Vereadora do PL rompe com Cláudio e se rende a Fagundes

Em vídeo publicado nas redes sociais, Luciana faz ataques ao setor da saúde, mas atitude teria contexto eleitoral
Vereadora, que acaba de ser alvo de um PAD e não tem o apoio político do prefeito em seu projeto 2026, partiu pra cima da gestão

A médica e vereadora de Rondonópolis , Luciana Horta (PL), resolveu partir de vez para o confronto com a gestão do correligionário, o prefeito Cláudio Ferreira (PL), que acaba de completar seu oitavo mês de mandato. A posição política inusitada da parlamentar de primeiro mandato a aproxima ainda mais da ala do veterano senador, Wellington Fagundes (PL), que faz parte de uma espécie de “velha guarda”, anterior à chegada de Jair Bolsonaro ao partido.

Em vídeo publicado, neste sábado (6), em suas redes sociais, Luciana mostra cadeiras com o estofamento deteriorado e um aparelho de ar-condicionado sem funcionar no PSF do Setor Industrial e usa a situação  para atacar especificamente a pasta da saúde. A atitude foi entendida por aliados de Cláudio como eleitoreira, já que Luciana não aceita o fato de que não terá o apoio do prefeito nas eleições de 2026, onde pretende buscar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Com a postura oposicionista ao gestor bolsonarista, considerado o primeiro prefeito de direita da história de Rondonópolis, Luciana se mostra afinadíssima com o discurso de bastidores do grupo político do atual senador, Wellington Fagundes (PL), que também não está satisfeito com o espaço político que tem conseguido com Cláudio.

Leia Também:  Secretaria de Saúde recebe primeiras unidades do Implanon; confira critérios

A atitude de Luciana em fazer um recorte de realidade para tentar atacar estrategicamente a gestão também pode ser entendida dentro de um contexto de vingança, já que Luciana atualmente responde um Processo Administrativo Disciplinar – PAD, isso após ser alvo de uma manifestação do Tribunal de Contas do Estado – TCE, que a atual gestão atendeu e abriu como forma de apurar possível irregularidade em sua atuação como servidora.

Nos últimos anos, o TCE apontou um acúmulo desproporcional de funções por parte da atual vereadora. Em virtude da exigência de horários e flagrantes conflito, ficou denotada possível incompatibilidade e recebimento ilegal por parte da médica dos cofres públicos.

 

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade