O deputado estadual Eduardo Botelho comentou em entrevista sobre o cenário político estadual e os encaminhamentos internos da União Progressista, federação partidária criada em (2025) a partir da união do União Brasil com o Progressistas (PP).
Segundo Botelho, o momento ainda é de cautela, já que a federação precisa ser formalmente homologada. Apesar disso, as conversas internas já começaram, principalmente diante do calendário eleitoral apertado para as eleições de (2026). O deputado explicou que a prioridade inicial será a organização das chapas para deputado estadual e deputado federal.
“O tempo é curto. A janela partidária se encerra no início de abril, então precisamos resolver isso até março”, afirmou.
Botelho destacou que, neste primeiro momento, a federação deve concentrar esforços na montagem de chapas competitivas para a Assembleia Legislativa e para a Câmara Federal. A discussão sobre candidatura ao governo do Estado, segundo ele, ficará para uma etapa posterior, a partir de abril, quando o cenário estiver mais claro.
O parlamentar também adiantou que pretende articular reuniões com lideranças políticas do estado, incluindo o governador Mauro Mendes, deputados e senadores ligados aos partidos que compõem a federação, para alinhar estratégias e definir critérios para a escolha dos nomes que irão disputar as eleições.
Questionado sobre possíveis pré-candidaturas ao governo dentro do grupo, Botelho confirmou que nomes como o do vice-governador Otaviano Pivetta e do senador Jaime Campos fazem parte do debate político, mas reforçou que essa definição não é prioridade neste momento.
“Agora é hora de estruturar o time. A discussão majoritária vem depois”, resumiu.
Disputa pelo governo
No cenário da sucessão estadual, Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos, surge como um nome fortalecido dentro da base governista, com apoio político de Mauro Mendes. Além disso, Pivetta conta com a vantagem da estrutura administrativa do Estado e, caso o governador deixe o cargo para disputar o Senado, assumirá o Executivo, entrando no processo eleitoral com maior visibilidade.
No mesmo campo político, o senador Jayme Campos, do União Brasil, também se coloca como pré-candidato e busca consolidar espaço dentro do partido, mesmo sem o apoio direto do atual governador.
Por outro lado, o PL articula a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes, que tem respaldo da direção nacional da sigla e é citado como o nome mais alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro em Mato Grosso. A força política de Fagundes é impulsionada por uma base expressiva de prefeitos e lideranças municipais, especialmente em cidades estratégicas do interior.
Em outra frente, o PSD trabalha a pré-candidatura da médica Natasha Slhessarenko, que pode representar o campo mais à esquerda no Estado. Caso seja confirmada como candidata, tende a buscar alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resgatando o histórico político da família Slhessarenko em Mato Grosso.























