-
14 treinadores já estiveram presentes em edições passadas da Copa do Mundo
-
Destaque para o atual campeão Lionel Scaloni e para Deschamps em sua 3ª Copa
-
Javier Aguirre e Marcelo Bielsa remontam sua experiência a 2002.
Na Copa do Mundo da FIFA 2026™, diversos treinadores iniciarão o torneio já com experiência em Mundiais. Alguns, como Didier Deschamps, Zlatko Dalic e Javier Aguirre, estarão à frente de suas seleções pela terceira vez em uma Copa, enquanto outros, como Marcelo Bielsa, comandaram diferentes países em cada uma de suas participações no torneio.
No entanto, isso não significa necessariamente sucesso. Da mesma forma, ser estreante não quer dizer que não haja chance de surpreender. Basta lembrar de Lionel Scaloni. O treinador mais recente a erguer o troféu da Copa do Mundo chegou ao Mundial da FIFA Catar 2022™ sem experiência prévia como técnico em Copas, embora tivesse atuado como auxiliar de Jorge Sampaoli na Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018™. (traduzido)
Dito isso, estrear na Copa do Mundo é uma experiência completamente diferente de ter uma segunda ou terceira chance. A vivência é um jogo totalmente novo, sua compreensão muda e a forma como você transmite sua mensagem aos jogadores também pode mudar.
Aqui está a lista dos treinadores que retornarão à Copa do Mundo na América do Norte.
Didier Deschamps (França): 2018, 2022, 2026
Aos 57 anos, Deschamps terá o privilégio de comandar uma das gerações mais talentosas da história da França, com Kylian Mbappé como principal jogador. O treinador, que conquistou a Copa do Mundo como jogador e capitão em 1998 em 2018, respectivamente. O título como técnico veio após a vitória sobre a Croácia na final. Quatro anos depois, a França ficou a um passo do bicampeonato contra a Argentina em uma partida que é considerada uma das maiores batalhas da história das Copas do Mundo.
Marcelo Bielsa (Uruguai): 2002, 2010, 2026
Agora no comando do Uruguai, “El Loco” será o único técnico na América do Norte a ter treinado três seleções diferentes em Copas do Mundo. Em 2002, apesar de ser uma das favoritas do torneio, sua Argentina foi eliminada na fase de grupos, com Inglaterra e Suécia avançando para a próxima fase. Oito anos depois, já no comando do Chile, sua equipe foi eliminada nas oitavas de final pelo Brasil, em um torneio que marcou o início de uma verdadeira geração de ouro. Agora no Uruguai, Bielsa espera restaurar o orgulho da Celeste após a fraca campanha e a eliminação precoce na fase de grupos no Catar 2022.
Hervé Renard (Arábia Saudita): 2018, 2022, 2026
Na Rússia 2018, Renard comandou a seleção do Marrocos, que não conseguiu passar da fase de grupos, conquistando apenas um ponto em uma chave que incluía Portugal, Espanha e Irã. Quatro anos depois, ele orquestrou uma das maiores zebras da história das Copas do Mundo, quando a Arábia Saudita surpreendeu a Argentina com uma vitória por 2 a 1 na estreia do Grupo C. Agora ele está de volta ao Mundial com os sauditasao Mundial masculino após comandar a França na Copa do Mundo Feminina da FIFA Austrália e Nova Zelândia 2023™.
Javier Aguirre (México): 2002, 2010, 2026
Assim como Bielsa, ‘El Vasco’ é uma figura conhecida na Copa do Mundo, sempre no comando do México. Em 2002, após uma campanha brilhante na fase de grupos, o México sofreu um duro golpe ao ver suas esperanças de classificação para a Copa do Mundo frustradas pelos rivais Estados Unidos nas oitavas de final. Mais uma vez, a equipe de Aguirre brilhou na fase de grupos em 2010, terminando como segunda colocada, atrás do Uruguai, mas sendo eliminada pela Argentina nas oitavas de final. Jogando em casa, Aguirre enfrentará o teste mais difícil de suas três participações em Copas do Mundo.
Roberto Martínez (Portugal): 2018, 2022, 2026
Como técnico da Bélgica, Martínez viveu uma verdadeira montanha-russa de emoções. Em 2018, ele extraiu o melhor de uma geração de ouro de jogadores, com estrelas como Kevin De Bruyne, Eden Hazard e Thibaut Courtois, entre outros, levando a equipe ao terceiro lugar. Quatro anos depois, a Bélgica teve dificuldade para reencontrar seu melhor futebol e foi eliminada na fase de grupos, terminando atrás de Marrocos e Croácia. Agora no comando de Portugal, ele chega ao torneio como campeão da Liga das Nações da UEFA.
Zlatko Dalic (Croácia): 2018, 2022, 2026
Um treinador que levou a Croácia a novos patamares. Em 2018, com Luka Modric como o capitão pulsante da equipe e em excelente forma, a Croácia tropeçou apenas na última barreira, perdendo por 4 a 2 para a França na final. Em 2022, com uma base ligeiramente mais fraca, a Croácia perdeu por 3 a 0 para a Argentina na semifinal, mas conseguiu garantir o terceiro lugar ao superar o Marrocos, depois de ter eliminado o Brasil nas quartas de final. Em 2026, seu primeiro desafio será superar um grupo que inclui Inglaterra, Gana e Panamá.
Lionel Scaloni (Argentina): 2022, 2026
Scaloni estava no banco de reservas como auxiliar técnico e testemunhou a árdua campanha da Argentina na Rússia 2018. Em 2022, com a Argentina entrando no torneio como campeã da Copa América de 2021, ele comandou a equipe naquela muitos acreditavam que seria a última chance de Lionel Messi sua última chance de conquistar o troféu. E ele não decepcionou. Na América do Norte, ele terá a oportunidade de levantar mais uma taça da Copa do Mundo, um feito que escapou aos ex-técnicos argentinos Luis Menotti (1978-1982) e Carlos Salvador Bilardo (1986-1990).
Gustavo Alfaro (Paraguai): 2022, 2026
Depois de levar o Equador a uma classificação histórica, Alfaro saboreou um gostinho de Copa do Mundo no Catar 2022, quando sua equipe conquistou uma vitória sobre os anfitriões e empatou com a Holanda no Grupo A. Apesar do bom início, uma derrota por 2 a 1 para o Senegal significou a eliminação nas oitavas de final. Ele chega a esta Copa do Mundo no comando do Paraguai, que fará sua primeira aparição em um Mundial em 16 anos, em uma campanha que promete ser memorável.
Walid Regragui (Marrocos): 2022, 2026
O arquiteto de uma das campanhas mais extraordinárias da história da Copa do Mundo. No Catar, Marrocos terminou em quarto lugar, deixando Bélgica, Espanha e Portugal pelo caminho — um resultado fantástico que poucos previram antes do torneio e que dificilmente será igualado. Ele continua à frente de uma geração de jogadores cuja sede de sucesso não conhece limites.
Hajime Moriyasu (Japão): 2022, 2026
As esperanças do Japão de fazer história no Catar foram frustradas por uma derrota nos pênaltis, após um empate suado em 1 a 1 com a Croácia nas oitavas de final. Antes disso, a seleção asiática havia terminado em primeiro lugar no Grupo E, que contava com Alemanha, Espanha e Costa Rica. Em 2026, o Japão estará ansioso para ir um passo além.
Hong Myungbo (República da Coreia): 2014, 2026
Uma lenda e ídolo da torcida como jogador, sua primeira passagem pelo comando da seleção aconteceu na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™, mas foi um batismo de fogo, com a equipe terminando na lanterna do Grupo H, atrás de Bélgica, Argélia e Rússia. Em 2026, o time buscará se reerguer com um elenco repleto de talento.
Otto Addo (Gana): 2022, 2026
Gana não correspondeu às expectativas no Catar, ficando em último lugar no Grupo H, atrás de Portugal, Coreia do Sul e Uruguai. Após a péssima campanha na última edição do torneio, Addo deixou o cargo em dezembro daquele ano. No entanto, o ex-jogador e treinador do Borussia Dortmund retornou ao posto em março de 2024 e, em outubro de 2025, já havia levado a equipe à classificação para a Copa do Mundo.
Vladimir Petkovic (Argélia): 2018, 2026
Nomeado técnico da Suíça logo após a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, ele levou a equipe a um respeitável segundo lugar no Grupo E na Rússia, terminando como vice-campeão, atrás do Brasil. Mas a derrota por 1 a 0 para a Suécia nas oitavas de final selou o destino do treinador nascido em Sarajevo. Em fevereiro de 2024, ele foi contratado pela seleção argelina, que retornava à Copa do Mundo pela primeira vez em 12 anos.
Murat Yakin (Suíça): 2022, 2026
Após assumir o comando da seleção suíça em 2021, Yakin conduziu a equipe de forma impressionante pela fase de grupos, terminando em segundo lugar, atrás do Brasil. A equipe europeia venceu a Sérvia por 3 a 2 em sua última partida da fase de grupos, protagonizando um dos jogos mais comentados do Catar. No entanto, a alegria durou pouco, já que a Suíça sofreu uma goleada de 6 a 1 para Portugal nas oitavas de final.





















