A polícia recebeu às 20h50 a informação de que um veículo roubado em Tangará da Serra seguia em direção a Várzea Grande. As equipes montaram cerco na rodovia e localizaram o carro em movimento. O condutor ignorou sinais sonoros e luminosos, acelerou por cerca de 3 km e tentou romper o bloqueio. A abordagem só ocorreu após perseguição, quando o homem e a mulher avançaram contra os policiais no momento da ordem de desembarque. No banco de trás estavam as três filhas da suspeita. O Conselho Tutelar de Jangada assumiu a guarda das crianças, e a avó foi avisada imediatamente.
Horas antes, o motorista de aplicativo Sidinei Triches, 44 anos, havia aceitado uma corrida até Nova Olímpia na tarde de sexta-feira. Ele foi surpreendido por um homem de 38 anos e uma mulher de 28, que transformaram a viagem em uma emboscada. A dupla ordenou que Sidinei entrasse em uma estrada vicinal. A mulher encostou uma faca no pescoço da vítima enquanto o comparsa o puxava para fora do carro. Sidinei foi estrangulado com uma corda, teve o corpo amarrado e arrastado para o mato, numa tentativa de apagar qualquer vestígio.
Após o crime, o casal seguiu para o distrito de Progresso, onde mora. No local, eles incendiaram o celular da vítima, a máquina de cartão e abandonaram a faca usada no ataque. Em seguida, buscaram as três crianças na casa da mãe da suspeita e tentaram fugir rumo a Várzea Grande.
Na revista pessoal, os policiais encontraram cartões e documentos de Sidinei dentro da carteira do homem. Pressionado, ele detalhou toda a ação criminosa e ainda afirmou já ter cometido outro assassinato com o mesmo método, usando cordas e luvas para evitar identificação. O caso, desconhecido pelas autoridades, deve entrar na investigação.
A dupla apresentava lesões por resistir à prisão. Os suspeitos e o veículo recuperado foram levados para a Delegacia de Rosário Oeste. A Polícia Civil assumiu o caso.



















