DISTRITO INDUSTRIAL

Força Tática localiza carga de soja desviada e prende suspeito de receptação

A equipe Força Tática 01, da 14ª CIPM, durante a Operação Tolerância Zero de combate a facções criminosas, recebeu a denúncia de uma vítima de furto/desvio de grãos. A vítima relatou que havia adquirido e carregado três carretas de soja em uma fazenda na terça-feira (25), com destino ao Porto de Paranaguá/SP.

Na quarta-feira (26), ao tentar contato com os motoristas, a vítima passou a desconfiar que terceiros estariam se passando pelos condutores, pois as informações fornecidas por eles eram inconsistentes com o trajeto. No dia seguinte, quinta-feira (27), as localizações enviadas pelos motoristas também não coincidiam com o tempo previsto da viagem. Já na sexta-feira (28), temendo que a carga tivesse sido desviada, a vítima conseguiu contato com familiares dos motoristas e obteve seus números reais.

Ao falar com os condutores, constatou divergências nas informações: eles relataram que a suposta empresa contratante havia informado que os manifestos indicavam destino a Cuiabá e, posteriormente, devido à demora no descarregamento, o destino foi alterado para Rondonópolis. Via WhatsApp, receberam a localização do local onde descarregaram as três carretas, totalizando cerca de 116.120 kg de soja. A descarga ocorreu na quarta-feira (26), em um barracão no Distrito Industrial, onde foram coagidos por um homem desconhecido, em uma caminhonete Amarok branca, a efetuar o descarregamento mesmo sem manifesto atualizado.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá confirma caso de intoxicação por metanol em paciente internado em Pronto-Socorro

Os motoristas ainda afirmaram que o suspeito — posteriormente detido — esteve no local, acompanhou toda a descarga e assinou o recebimento em uma nota apresentada.

Após relatar isso à vítima, confirmou-se que pessoas se passando pela empresa contratante também enviavam mensagens ao proprietário da carga solicitando adiantamento de frete, o que foi pago. Contudo, os dados bancários não correspondiam aos dos motoristas. Só então, na sexta-feira (28), a vítima percebeu que havia sido vítima de golpe e que sua carga havia sido desviada.

Em contato com o motorista verdadeiro, ele informou o local exato onde os grãos haviam sido descarregados. A vítima acionou contatos no Mato Grosso, que comunicaram a 14ª CIPM. Uma equipe seguiu até o barracão indicado e localizou o suspeito, que se apresentou como proprietário do local e responsável pelo controle de entrada e saída de grãos, bem como pela guarda das cargas.

A vítima foi até o local e, por chamada de vídeo, os motoristas confirmaram o ponto exato onde a soja foi despejada: na parte central do galpão, mais ao fundo, e em outro ponto ao lado direito, próximo à parede. Os policiais perceberam que a soja naquele local apresentava padrão diferente das demais.

Leia Também:  Polícia Civil prende mulher suspeita de furtar mais de R$ 65 mil de idosos

Em entrevista, o suspeito admitiu que as três carretas descarregaram ali na quarta-feira (26), mas alegou que a empresa “XXX” havia vendido a mercadoria a outra empresa do agronegócio, que solicitou o armazenamento no barracão. Ele apresentou supostas notas fiscais em seu celular e notebook, além de dois cadernos com anotações de datas e quantidades armazenadas.

Durante as diligências, compareceu também o advogado de uma empresa denominada “XXXX Agro”, afirmando representar seu cliente. Ele acompanhou o suspeito até a delegacia.

O suspeito foi conduzido à delegacia sem uso de algemas e sem lesões, juntamente com seus materiais. A vítima também compareceu à unidade policial. Os motoristas, por estarem em outras cidades, não estiveram presentes, mas seus contatos foram disponibilizados para eventual esclarecimento.

Foram apreendidos e lacrados um notebook, três celulares e dois cadernos de anotações. Um veículo Fiat Argo permaneceu estacionado em frente à delegacia, devido à portaria 076/2020 da PJC, que impede o recebimento de veículos.

No barracão, além da carga desviada, havia aproximadamente 1.000 toneladas de soja. A devolução imediata da carga à vítima não foi possível por falta de meios, permanecendo armazenada sob responsabilidade do suspeito.

Na checagem, constatou-se que o conduzido possui registros criminais por furto (2017) e apropriação indébita (2017).

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade