VENDA DE CARNE ILEGAL

Esquema de furto de gado leva à prisão de dono de açougue

O suspeito visitava propriedades rurais e, em alguns casos, chegava a comprar animais com a intenção de viabilizar a prática criminosa.
Polícia Civil - MT

A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (DERF- VG), responsável por investigar o crime de abigeato, que é o roubo e abate clandestino de gado, realizou na tarde de terça-feira (16) a prisão preventiva de um empresário do ramo de comércio de carnes, suspeito de liderar um esquema criminoso voltado ao furto de gado e de outros animais de criação.

De acordo com a Polícia Civil, o empresário é investigado por organizar furtos ocorridos principalmente em áreas rurais da cidade. Contra ele, há três inquéritos em andamento na (DERF- VG), que reúnem pelo menos cinco vítimas. O estabelecimento comercial, que estava fechado há mais de um mês, fica situado no Bairro Ipase, na região do centro da cidade.

As investigações apontam que o suspeito adotava uma forma planejada de atuação para evitar desconfiança. Ele costumava visitar propriedades rurais, observar o rebanho e, em algumas situações, adquirir um animal. Com essas informações, repassava os dados aos coautores, que retornavam às fazendas para furtar o gado, realizar o abate clandestino e fazer a desossa ainda no local.

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Após as ações criminosas, a carne era transportada e comercializada no próprio açougue do suspeito. De acordo com a polícia, em alguns episódios o empresário também participou de forma ativa nos crimes, na condução dos animais que eram furtados das propriedades.

Diante das provas reunidas, o delegado Sérgio Luís Henrique de Almeida solicitou a prisão preventiva do suspeito, medida que foi autorizada pelo Poder Judiciário. Durante o avanço das apurações, o empresário fechou o açougue e tentou se ocultar, mudando-se para o bairro Costa Verde, também em Várzea Grande, onde acabou sendo localizado e detido.

O investigado foi levado a sede da (DERF- VG) após a prisão, para os procedimentos legais e segue à disposição da Justiça. As investigações prosseguem para identificar e responsabilizar outros possíveis envolvidos no esquema.

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