A renovação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso deve ser pequena nas próximas eleições. A avaliação é do deputado estadual Eduardo Botelho, que acredita que apenas três ou quatro parlamentares podem ficar de fora do próximo mandato, principalmente por decisões partidárias.
Segundo ele, o cenário eleitoral favorece quem já está no mandato. “Os deputados estão muito bem posicionados e têm votos. Basta acompanhar as pesquisas. A tendência é de uma renovação bem baixa”, afirmou. Com a saída da deputada Janaína Riva da disputa, cerca de 23 nomes devem concorrer às vagas.
Racha preocupa, mas há espaço para acordo
Botelho também comentou o racha dentro do grupo de centro-direita, especialmente após declarações mais firmes do senador Jaime Campos sobre a própria candidatura.
Para ele, o momento exige maturidade política. “Nós temos um grupo forte. Se dividir, a chance de vitória diminui bastante”, disse. O deputado relembrou que já enfrentou disputas internas mais delicadas, quando dois pré-candidatos estavam no mesmo partido. Agora, na avaliação dele, o cenário é menos complexo porque os principais nomes estão em siglas diferentes, o que abre margem para composição.
União mantém bancada e articula chapa com PP
Questionado sobre possíveis mudanças partidárias, Botelho foi categórico. “Ninguém sai da União. Os quatro deputados ficam.” Segundo ele, a legenda trabalha na construção de uma chapa competitiva em parceria com o Progressistas.
Ele também descartou especulações sobre ida de parlamentares para o PRD. “Quem tinha que ir, já foi. Não tem mais espaço.”
Agro segue forte, mas não é unanimidade
Ao analisar o peso do agronegócio na disputa, Botelho reconheceu a força do setor, mas ponderou que o cenário já não é homogêneo como em outros momentos. “O agro é a maior força do Estado, sem dúvida. Mas existem divisões internas hoje. Não é mais uma unidade absoluta.”
No tom do deputado, há pragmatismo. Ele aposta em diálogo até a convenção e defende que a centro-direita mantenha coesão para ampliar as chances eleitorais. Política, afinal, é cálculo, articulação e, principalmente, leitura de cenário. E nisso, Botelho mostra que está atento a cada movimento do tabuleiro.
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