EMPREENDEDORISMO FEMININO

Do corporativo às feiras livres: como Nina transformou o pudim em um negócio em Rondonópolis

Especialização, adaptação e resiliência marcam a trajetória da empreendedora à frente do Nina Pudim Gourmet
Folha Estado

Em Rondonópolis, uma sobremesa conhecida do cotidiano ganhou novos significados a partir da trajetória de uma empreendedora local. À frente do Nina Pudim Gourmet, Nina construiu um caminho marcado por mudanças profissionais, capacitação e reorganização da própria rotina, equilibrando desafios pessoais e decisões estratégicas de negócio.

Antes de atuar na produção de sobremesas, Nina trabalhava no mundo corporativo, com rotina estruturada, metas definidas e estabilidade profissional. Esse cenário começou a mudar quando ela passou um período fora do Brasil e precisou buscar alternativas para garantir a própria subsistência.

Foi nesse contexto que o preparo de alimentos surgiu como possibilidade. Entre a venda de comidas e caldos, o pudim passou a fazer parte da rotina de forma prática. Inicialmente, a produção não tinha caráter profissional nem perspectiva de longo prazo, mas abriu caminho para uma nova leitura sobre o próprio trabalho.

No retorno ao Brasil, sem emprego formal naquele momento, Nina precisou se reinventar. A partir dessa necessidade, enxergou no pudim uma oportunidade de negócio. Diferente do início, a decisão veio acompanhada de planejamento. Ela buscou especialização, realizou cursos, investiu em capacitação e passou a estruturar a produção com foco em qualidade e padronização.

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Entre saúde e trabalho

Cerca de um ano após iniciar essa nova fase profissional, Nina recebeu um diagnóstico de câncer no colo do útero, identificado durante um exame preventivo de rotina. A doença estava em estágio inicial, o que permitiu tratamento adequado e acompanhamento médico. Ainda assim, o período exigiu cirurgia, ajustes na agenda e reorganização da vida pessoal e profissional.

Durante o processo de recuperação, a produção dos pudins seguiu ativa. O trabalho na cozinha ajudou a manter a rotina e a concentração, funcionando como uma atividade complementar dentro de um conjunto maior de fontes de renda que Nina administra atualmente. O negócio não se tornou sua única ocupação, mas passou a ocupar um espaço importante na organização do dia a dia.

Presença nas feiras

Hoje, a empreendedora divide a produção entre encomendas e vendas diretas nas feiras livres de Rondonópolis. Ela participa da Feira da Coophalis, às segundas-feiras, da feira da Praça Salas, na região da Lions, às quartas-feiras, e da Feira do Buriti, às sextas-feiras. Os espaços funcionam como pontos fixos de comercialização e também de contato direto com o público.

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Entre os produtos oferecidos, o geladinho de pudim se destaca como o item mais procurado nas feiras. Desenvolvido a partir do pudim tradicional, o produto passou por testes e ajustes até chegar a uma versão adaptada para o consumo imediato, pensada especialmente para o clima da região. O geladinho ampliou as possibilidades de venda, sem substituir os pudins tradicionais feitos sob encomenda.

Folha Estado

Além das vendas nas feiras livres, Nina também trabalha com encomendas, atendendo pedidos feitos diretamente pelos clientes. Os pudins são produzidos sob demanda, o que permite organizar a produção de acordo com a agenda e manter o padrão de qualidade do produto. As encomendas funcionam como uma frente complementar do negócio, atendendo desde pedidos para consumo familiar até pequenas celebrações, ampliando o alcance do Nina Pudim Gourmet.

A história do Nina Pudim Gourmet reflete um movimento comum entre pequenos empreendedores locais. A busca por alternativas, a especialização e a adaptação constante ao mercado fazem parte de um processo que vai além do produto final. Em Rondonópolis, o pudim ganhou espaço não apenas pelo sabor, mas pelo cuidado técnico e pela trajetória construída ao longo do caminho.

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Do corporativo às feiras livres: como Nina transformou o pudim em um negócio em Rondonópolis

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