O Brasil pode alcançar um novo recorde na produção agrícola. De acordo com o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta sexta-feira (13/03), a produção nacional está estimada em 353,4 milhões de toneladas.
Se confirmado, o resultado representa um crescimento de 0,3% em relação à safra 2024/25, mantendo a tendência de aumento da produção agrícola no país.
Além da produção maior, a área plantada também deve crescer. A estimativa é que 83,2 milhões de hectares sejam destinados ao cultivo de grãos, aumento de 1,7% em comparação ao ciclo anterior. A produtividade média das lavouras brasileiras deve chegar a 4.250 quilos por hectare.
Soja lidera produção
A soja segue como a principal cultura do país. Segundo a Conab, cerca de 50,6% da área plantada já foi colhida.
Apesar de desafios climáticos registrados em fevereiro, principalmente com excesso de chuvas no Centro-Oeste e Sudeste e irregularidade no Rio Grande do Sul, a expectativa é positiva.
A produção da oleaginosa pode chegar a 177,8 milhões de toneladas, o que também representaria um novo recorde histórico.
O clima também influenciou o ritmo da colheita. As chuvas intensas atrasaram parte dos trabalhos no campo, principalmente nas regiões Norte e Nordeste no início de março.
Milho terá três safras no ciclo
A produção de milho no país deve alcançar 138,3 milhões de toneladas somando as três safras do cereal.
Na segunda safra, que é a maior, a área plantada está estimada em 17,7 milhões de hectares, com produção prevista de 108,4 milhões de toneladas. No entanto, alguns estados, como Goiás, Maranhão e Minas Gerais, indicaram redução na área cultivada.
Já na primeira safra, a expectativa é de crescimento. A área plantada deve chegar a 4,1 milhões de hectares, com produção estimada em 27,4 milhões de toneladas.
Arroz e feijão terão redução
Nem todas as culturas devem crescer. O levantamento indica queda na produção de alguns alimentos importantes no mercado interno.
A produção de arroz deve alcançar 11,2 milhões de toneladas, redução de 12,4% em relação à safra passada. A diminuição está ligada principalmente à redução da área plantada.
Mesmo assim, a colheita está avançando bem. Cerca de 19,1% da área já foi colhida, índice acima da média dos últimos cinco anos.
No caso do feijão, a produção total das três safras está estimada em 2,9 milhões de toneladas, queda de 4,7% em comparação com a temporada anterior.
Algodão também deve recuar
Para o algodão, o plantio já foi concluído e as lavouras estão em fase de desenvolvimento. A área cultivada deve chegar a cerca de 2 milhões de hectares, redução de 3,5% em relação ao ciclo anterior.
A produção de pluma está estimada em 3,8 milhões de toneladas.
Exportações devem crescer
Com a expectativa de safra recorde, o Brasil também pode ampliar as exportações.
No caso da soja, a projeção da Conab indica que o país pode embarcar 114,39 milhões de toneladas em 2026, o que seria um novo recorde nas vendas externas.
Já os estoques de milho ao final da temporada devem chegar a 11,6 milhões de toneladas, enquanto os estoques de arroz podem ficar em torno de 1,7 milhão de toneladas.
O levantamento reforça o peso do agronegócio na economia brasileira e mostra que, mesmo com desafios climáticos, o país mantém forte capacidade de produção agrícola.

















