Ministério da Saúde conhece experiências de saúde e adaptação climática no Baixo Tapajós

Foto: Junior Albuquerque/Projeto Saúde e Alegria

As mudanças climáticas já afetam as condições de vida e saúde de comunidades ribeirinhas e povos tradicionais do Baixo Tapajós, no Pará. Para conhecer de perto esses impactos e as soluções construídas no território, o Ministério da Saúde participou de uma expedição na região, iniciada na segunda-feira (24) e encerrada nesta quinta-feira (27). A agenda reuniu gestores, dirigentes e pesquisadores.

A programação incluiu visitas a experiências de saúde fluvial e ribeirinha em Santarém (PA), às instalações do FioAres, plataforma voltada ao monitoramento em tempo real da qualidade do ar e de material particulado fino na região, e a iniciativas desenvolvidas nas comunidades da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, com soluções relacionadas à saúde, ao saneamento, à energia renovável e à adaptação às mudanças climáticas.

Representantes da Secretaria Executiva, por meio do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP/SE/MS), e de áreas do Ministério relacionadas à saúde ambiental, atenção primária, governança e mudanças climáticas acompanharam a agenda, além de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A expedição também contou com momentos de escuta de lideranças e integrantes do grupo de trabalho Emergência Climática Tapajós, ampliando o diálogo sobre os impactos das mudanças climáticas e as respostas construídas no território.

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Conhecimento do território

A escuta das comunidades foi um dos pontos centrais da expedição. Para André Bonifácio Carvalho, diretor do DGIP/SE/MS, esses relatos ajudam a compreender como as mudanças climáticas afetam diferentes dimensões da vida no território.

“Ouvir quem vive no território é fundamental para compreender os efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde. Eles têm uma consciência ecológica muito grande, conhecem como ninguém o curso das águas, dos rios e como a questão climática afeta a vida dos animais. Precisamos estar cada vez mais próximos dessas comunidades”, afirmou.

Segundo Bonifácio, os impactos relatados pelas comunidades não se restringem à saúde das pessoas e também atingem a produção, a alimentação, a renda, os animais e a floresta.

Saúde e adaptação

Durante a expedição, gestores e pesquisadores também conheceram soluções desenvolvidas pelas próprias comunidades a partir das características e necessidades do território. A agenda contribuiu para as discussões do Ministério da Saúde sobre Saúde Fluvial e Ribeirinha e para o desenvolvimento de estratégias de adaptação do Sistema Único de Saúde (SUS) às mudanças climáticas.

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A aproximação entre gestores, pesquisadores, universidades e comunidades também possibilitou identificar experiências e conhecimentos que podem contribuir para o desenvolvimento de ações relacionadas à saúde, ao ambiente e ao clima. A partir do que foi observado no território, a iniciativa busca ampliar a troca de conhecimentos e subsidiar o aprimoramento de políticas públicas de saúde.

As experiências conhecidas durante a missão também podem contribuir para a construção de estratégias voltadas a outras regiões que enfrentam impactos semelhantes das mudanças climáticas, considerando as características e necessidades de cada território.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde conhece experiências de saúde e adaptação climática no Baixo Tapajós

Foto: Junior Albuquerque/Projeto Saúde e Alegria

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