Ministério da Saúde reforça a importância do diagnóstico precoce, do cuidado contínuo e da ampliação do acesso à assistência integral

Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde - DF

Neste 19 de junho, Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, o Ministério da Saúde reforça a importância do cuidado integral e da atuação coordenada da Rede de Atenção à Saúde. Ao investir no diagnóstico precoce, no acompanhamento contínuo e na ampliação do acesso à assistência especializada, o Sistema Único de Saúde (SUS) fortalece o direito à saúde e contribui para que mais pessoas vivam com qualidade, autonomia e cidadania.

“Falar sobre Doença Falciforme é falar sobre equidade, acesso e cuidado integral. Quanto mais cedo ocorre o diagnóstico e a inserção da pessoa na linha de cuidado do SUS, maiores são as possibilidades de minimizar complicações e assegurar uma vida com mais saúde e autonomia. A conscientização da sociedade e dos profissionais de saúde é essencial para fortalecer essa rede de atenção e qualificar o cuidado das pessoas”, destaca o diretor do Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET), Arthur Mello.

A Doença Falciforme é uma condição genética hereditária que altera o formato das hemácias, as células responsáveis por transportar oxigênio pelo corpo. Em vez de arredondadas, essas células assumem formato semelhante ao de uma foice, o que dificulta a circulação sanguínea e pode provocar crises dolorosas, infecções, anemia, lesões em órgãos e outras complicações que exigem acompanhamento especializado ao longo de toda a vida.

Embora seja mais frequente entre pessoas negras e afrodescendentes, a Doença Falciforme está presente em todas as regiões do Brasil e pode afetar pessoas de diferentes origens étnicas. Por isso, ampliar a conscientização e combater a desinformação são estratégias fundamentais para garantir diagnóstico oportuno, acesso ao tratamento e redução das desigualdades em saúde.

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No Brasil, estima-se o registro de cerca de 1.000 novos casos anuais em recém-nascidos com Doença Falciforme. A condição integra o grupo das hemoglobinopatias e representa um importante desafio para a saúde pública, exigindo ações permanentes de vigilância, assistência e educação em saúde.

Diagnóstico precoce transforma trajetórias

Um passo fundamental na identificação da doença é a realização do Teste do Pezinho, feito nos primeiros dias de vida (preferencialmente a partir de 48 horas após o nascimento até o 5º dia de vida do recém-nascido) por meio do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). O exame permite detectar de forma precoce a Doença Falciforme e encaminhar a criança para acompanhamento especializado ainda nos primeiros meses de vida, reduzindo riscos e melhorando os desfechos clínicos.

Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde - DF
Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde – DF

Quando o diagnóstico acontece em tempo oportuno, é possível iniciar medidas preventivas importantes, como vacinação ampliada, acompanhamento regular na Rede de Atenção à Saúde, monitoramento clínico e acesso a medicamentos que ajudam a evitar complicações.

Entre essas medidas estão a profilaxia com Fenoximetilpenicilina para crianças de 0 a 5 anos, a atualização do calendário vacinal, o acompanhamento multiprofissional e a realização de exames periódicos para identificação precoce de alterações clínicas e prevenção de eventos graves, como o acidente vascular cerebral (AVC).

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Linha de cuidado estruturada no SUS

No SUS, as pessoas com Doença Falciforme contam com uma rede de cuidado estruturada que acompanha diferentes momentos da vida, desde a Atenção Primária até os serviços especializados e hospitalares de alta complexidade.

Entre as ações disponíveis estão o acompanhamento clínico contínuo, a oferta de medicamentos essenciais, a prevenção de infecções, o aconselhamento genético e, em situações específicas, o transplante de medula óssea, atualmente a única alternativa terapêutica com potencial curativo.

O SUS disponibiliza ainda medicamentos como a hidroxiureia, a partir de 9 meses de idade, considerada um dos principais avanços terapêuticos para a Doença Falciforme, capaz de reduzir crises dolorosas, internações e outras complicações associadas à doença.

Outra importante estratégia é a realização do exame Doppler Transcraniano em crianças de 2 a 16 anos de idade, que permite identificar precocemente o risco de acidente vascular cerebral e adotar medidas preventivas oportunas, contribuindo para a redução da morbimortalidade.

O cuidado também inclui orientação às famílias, estímulo ao autocuidado e apoio para que crianças, adolescentes e adultos possam desenvolver suas atividades cotidianas com mais segurança, autonomia e qualidade de vida.

Saiba mais sobre o Programa Nacional de Triagem Neonatal

Patricia Coelho
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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