A Justiça determinou a penhora de veículos e bens móveis do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso por conta de uma dívida relacionada à campanha ao Governo do Estado em 2014. A decisão foi assinada pelo juiz Alexandre Elias Filho, da 8ª Vara Cível de Cuiabá.
A ação foi movida pela empresa AFPL – Agência de Monitoramento de Informações Ltda., que prestou serviços de clipping eletrônico, degravação e monitoramento de imprensa durante a campanha do então candidato ao governo, Lúdio Cabral.
Segundo o processo, o contrato firmado à época previa pagamento de R$ 168.120,00, dividido em duas parcelas. Parte do valor, R$ 67.248,00, foi quitada, mas o restante permaneceu em aberto. A empresa afirma que tentou receber o saldo de forma amigável, sem sucesso, o que levou ao ajuizamento da ação.
Com a incidência de juros e correção monetária ao longo dos anos, o débito atualizado chegou a R$ 172.244,65. Diante da inadimplência, a Justiça autorizou a penhora de bens do diretório estadual como forma de garantir o pagamento.
A decisão permite a apreensão de carros e outros bens móveis do partido, excetuando aqueles considerados indispensáveis para o funcionamento das atividades partidárias. O PT foi intimado e tem prazo de 15 dias para se manifestar nos autos.
O caso reacende o debate sobre responsabilidade financeira em campanhas eleitorais e mostra que dívidas contraídas no período eleitoral podem gerar consequências judiciais mesmo mais de uma década depois. Até o fechamento desta edição, o partido não havia divulgado posicionamento oficial sobre a decisão.




















