A Prefeitura de Cuiabá confirmou, na sexta-feira (06/02), a exoneração de William Leite de Campos do cargo de secretário municipal de Trabalho. Segundo o Executivo municipal, o pedido partiu do próprio gestor e foi motivado por decisão pessoal, com desligamento imediato da função.
Em comunicado encaminhado à Secretaria Municipal de Governo, William Leite informou que optou por deixar o cargo por motivos pessoais. No documento, ele agradeceu ao prefeito Abilio Brunini, aos servidores e à equipe da pasta pelo período em que esteve à frente da secretaria.
A exoneração ocorre após a repercussão de uma denúncia de assédio sexual feita por uma ex-servidora da Prefeitura de Cuiabá, que registrou boletim de ocorrência relatando episódios ocorridos no ambiente de trabalho. O caso passou a circular nos bastidores políticos e ganhou visibilidade pública nos últimos dias.
Em posicionamento oficial, a Prefeitura de Cuiabá reforçou o compromisso institucional com a ética, o respeito e a integridade no ambiente de trabalho. O Executivo municipal destacou ainda que situações envolvendo denúncias são tratadas com seriedade e responsabilidade pelos órgãos competentes.
Até o momento, não há decisão judicial relacionada ao caso. As apurações seguem em andamento nas instâncias competentes.
Comunicado da Prefeitura de Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá confirma que William Leite de Campos solicitou exoneração do cargo de secretário municipal de Trabalho. O pedido foi formalizado nesta sexta-feira (6), por decisão pessoal, deixando de integrar o quadro da gestão municipal a partir desta data.
Em comunicado encaminhado à Secretaria Municipal de Governo, William informou que a decisão ocorre por motivos pessoais e registrou agradecimento ao prefeito Abilio Brunini, aos colaboradores e aos servidores pelo período em que esteve à frente da pasta.
Em nota, o ex-secretário afirma que manifestações e denúncias envolvendo seu nome foram analisadas por órgãos competentes como o Ministério Público e a Polícia Civil, através da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção, e em ambos foi determinado o arquivamento por ausência de fatos concretos. Declara ainda que pediu exoneração como medida de preservação pessoal e familiar.
A Prefeitura, por sua vez, reforça o compromisso institucional com a ética, o respeito e a integridade no ambiente de trabalho.
Entenda a denúncia
Segundo o Boletim de Ocorrência registrado pela vítima (06/02), os fatos teriam começado ainda em janeiro de 2025, quando ela foi convidada pelo próprio secretário para integrar a equipe da pasta. De acordo com o relato, logo nos primeiros dias de trabalho, o superior hierárquico passou a adotar comportamentos considerados inadequados, com tentativas de aproximação física não consentidas, comentários invasivos e insistentes, além de situações constrangedoras durante o expediente.
A ex-servidora afirma que, mesmo após demonstrar desconforto e recusar qualquer tipo de contato, as investidas continuaram. Em um dos episódios narrados, o então secretário teria se aproximado fisicamente de forma abrupta durante uma reunião, tentando beijá-la. A vítima relata ainda que passou a sofrer retaliações no ambiente de trabalho após não corresponder às investidas, caracterizando também assédio moral.
Entre os episódios descritos no boletim, estão situações de isolamento profissional, restrição de comunicação com outros servidores, cobranças excessivas e humilhações. Um dos casos citados envolve a acusação de que a servidora teria perdido um pendrive institucional, posteriormente localizado na residência do próprio secretário, o que, segundo ela, agravou o clima de constrangimento e pressão psicológica.
A repercussão do caso chegou à Câmara Municipal de Cuiabá. Foi protocolado um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Cuiabá para apurar possíveis práticas de assédio dentro da estrutura da prefeitura, com foco especial em condutas atribuídas a ocupantes de cargos de chefia. A proposta busca investigar se há outros casos semelhantes e verificar eventuais falhas institucionais no enfrentamento desse tipo de denúncia no serviço público.
O caso segue sob investigação policial. A ex-servidora afirmou que decidiu tornar a denúncia pública para evitar que situações semelhantes se repitam com outras mulheres no serviço público. Até o momento, o ex-secretário não se manifestou oficialmente sobre as acusações.




















