Os servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso confirmaram o início da greve a partir da próxima quarta-feira (21/01). A decisão foi tomada após sucessivas tentativas frustradas de negociação envolvendo o reajuste salarial da categoria e mudanças no plano de carreiras.
O movimento reivindica aumento de 6,8% nos salários, válido para todas as classes e níveis, além da reestruturação da carreira funcional. A paralisação será marcada, já no primeiro dia, por uma marcha às 8h, pelas ruas do Centro Político Administrativo, em Cuiabá, com concentração em frente à Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, Rosenwal Rodrigues, a mobilização simboliza o esgotamento do diálogo institucional. “Essa é uma pauta antiga, construída com responsabilidade e que já passou por todos os trâmites internos do Judiciário”, afirmou.
A reivindicação teve início em setembro do ano passado, quando o Tribunal de Justiça de Mato Grosso encaminhou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei nº 1.398/2025, prevendo o reajuste e ajustes na carreira. A proposta, no entanto, acabou não avançando no Legislativo após questionamentos sobre impacto financeiro, o que gerou insatisfação entre os servidores.
A marcha do dia 21 deve contar com apoio de outras categorias do serviço público estadual. Sindicatos e associações ligadas ao Tribunal de Contas, Ministério Público e Analistas Judiciários já confirmaram participação. A decisão de ampliar a mobilização foi definida em reunião realizada na quinta-feira (15/01), na sede da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso.
Mesmo com o anúncio da greve, os servidores afirmam que permanecem abertos ao diálogo. A categoria espera que a mobilização pressione os poderes envolvidos a retomar as negociações e encontrar uma solução que contemple a recomposição salarial e a valorização profissional.
Enquanto isso, a população deve sentir reflexos pontuais no funcionamento do Judiciário estadual, sobretudo em serviços administrativos. O sindicato informa que atividades essenciais seguirão com equipes mínimas, conforme determina a legislação.




















