Polícia Judiciária Civil, por intermédio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Rondonópolis, deflagrou na manhã de hoje (18) a Operação Maná, para cumprimento de 06 ordens judiciais, sendo 3 mandados de prisão preventiva e 3 mandados de busca e apreensão domiciliar.
No dia 23/09/2025, no início da noite, G., de 22 anos de idade, juntamente com irmão de 17 anos de idade, estavam em sua residência quando um grupo de indivíduos portando arma de fogo chegou no local e os obrigou a adentrar em um veículo.
As vítimas foram então foram levadas para uma região de mata, em um barraco de lona, onde passaram a ser torturadas psicologicamente e fisicamente.
Após horas no cativeiro, G., foi levado para outro local e morto com requintes de crueldade. Seu corpo foi localizado no dia 24/09/2025 nas proximidades do Anel Viário. G., foi morto de forma extremamente cruel e apresentava várias lesões causadas por arma branca (faca) e projétil de arma de fogo. O irmão de G. permaneceu por aproximadamente 07 (sete) horas em cárcere privado e acabou libertado.
De modo a apurar os fatos, a equipe da DHPP após várias diligências investigatórias identificou 03 (três) indivíduos envolvidos nos delitos, sendo: (V.E.), de 20 anos de idade, o qual acionou membros de uma facção criminosa atuante no município para torturar e executar as vítimas; (J.J.), de 31 anos de idade, o qual participou ativamente do sequestro, tortura e execução. Ele já faz uso de tornozeleira eletrônica pela prática de crimes de tentativa de homicídio, disparo de arma de fogo e tráfico de drogas; (J.A.), de 23 anos de idade, o qual também participou ativamente dos crimes.
A PJC representou junto à Primeira Vara Criminal de Rondonópolis pelas prisões preventivas e expedição de mandados de busca e apreensão em desfavor dos indivíduos identificados, pedidos que foram deferidos após parecer favorável do Ministério Público.
Até o momento foram cumpridos 2 (dois) mandados de prisão preventiva e 03 (três) mandados de busca e apreensão. Um dos indivíduos com mandado de prisão ainda está sendo procurado.
O nome da operação Maná faz referência ao “alimento que sustenta”. Pelo que foi apurado durante o transcorrer das investigações a vítima G., na época em que foi morto, convivia com a antiga companheira do investigado (V.E.). Este investigado não estava pagando pensão para o filho que possui com a companheira de G. e ao ser cobrado para quitar a pensão acionou membros da facção criminosa para matar a vítima. Assim, a motivação delitiva decorreu do fato de G. ter cobrado (V.E.) para pagar pensão ao filho menor de idade.
Os três indivíduos que já foram identificados serão indiciados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, sequestro/cárcere privado e por integrarem organização criminosa.
O Inquérito Policial será concluído no prazo de 10 (dez) dias contados da presente data.



















